Ministério da Economia havia sido notificado sobre pagamento de precatórios de 2022
Agência Brasil
Ministério da Economia havia sido notificado sobre pagamento de precatórios de 2022

O Ministério da Economia havia sido avisado do aumento de precatórios da União nos últimos meses e, mesmo assim, se disse "surpreso" pelo aumento das dívidas. A informação consta em documentos da Advocacia-Geral da União, obtidos pelo jornal Estado de S. Paulo .

Para 2022, a União terá que separar mais R$ 89 bilhões para o pagamento de dívidas judiciais perdidos pelo governo federal. Na tentativa de aliviar os cofres públicos e cumprir as promessas do presidente Jair Bolsonaro, visando as eleições de 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu o pagamento parcelado da dívida. No entanto, especialistas e parlamentares discutem a possibilidade de calote do Palácio do Planalto.

Segundo a publicação, um dos ofícios enviados pela AGU à Secretaria de Orçamento Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apontava, em 24 de novembro do ano passado, a necessidade de informações sobre o pagamento de precatórios para a Bahia.

"Tais informações são necessárias para fins de liquidação do valor devido pela União", aponta o documento. 

Outro documento, dessa vez da Secretaria de Orçamento, mostra que técnicos da pasta já se preparavam para a expedição de precatórios para os estados de Pernambuco e Ceará. 

Para justificar a disparidade entre os documentos entregue e a "surpresa" sobre o aumento no pagamento de dívidas, o Ministério da Economia avalia haver "falhas" no acompanhamento de processos que podem gerar precatórios a União. 

Sobre os documentos obtidos pelo Estadão , a pasta chefiada por Paulo Guedes informou que a conta de precatórios a ser paga no próximo ano, normalmente, é apresentada em julho e ressaltou ter sido "inesperado" o valor total para 2022.

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