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Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) obtido pelo GLOBO aponta pagamentos irregulares ao Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) que somam R$ 247 milhões. Os valores são referentes a maio e dezembro do ano passado.

As suspeitas do TCU apontam depósitos para servidores públicos federais, estaduais e municipais, empregados com múltiplos vínculos e pessoas que já faleceram. Também há casos de pagamentos em que o total de dias trabalhados é incompatível com o mês.

Foram identificados os nomes de 1.093 servidores federais nos três Poderes que, juntos, teriam recebido R$ 4,5 milhões. Outros R$ 43,9 milhões foram para servidores municipais ou estaduais. 

O relator, ministro Bruno Dantas, diz que 15% do total foi devolvido, e que os pagamentos irregulares diminuíram com a participação do órgão na distribuição dos benefícios. 

“A avaliação do TCU foi extremamente positiva”, diz o Ministério da Economia, que minimiza os danos, dizendo que representam apenas 0,72% do total.

O programa, criado pelo ministério da Economia, é destinado à manutenção de empregos durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Desde a sua recriação em 27 de abril deste ano, pela Medida Provisória 1.045, 3.006.263 acordos foram celebrados. Desse total, 620.639 são empresas e 2.517.326 trabalhadores.


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