Navio Ever Given encalhou e interrompeu passagem pelo Canal de Suez em março
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Navio Ever Given encalhou e interrompeu passagem pelo Canal de Suez em março

Um tribunal egípcio suspendeu a ordem de detenção do cargueiro Ever Given , disseram um advogado e fontes judiciais à Reuters. Com a decisão, o navio, que encalhou no Canal de Suez em março e está detido lá desde então, poderá ser finalmente liberado.

A expectativa é que a liberação da embarcação, que está com a tripulação a bordo há meses , ocorra nesta quarta-feira (7).

Os proprietários e seguradoras do Ever Given anunciaram no domingo que chegaram a um acordo com a Autoridade do Canal de Suez sobre a compensação pelo resgate do navio, que bloqueou o tráfego na hidrovia.

A embarcação está detida por ordem judicial em um lago entre dois trechos do canal desde que foi desecalhada em 29 de março. Na ocasião, a Autoridade do Canal solicitou uma indenização de seu proprietário japonês, Shoei Kisen, e suas seguradoras.

Cerimônia para saída

Ahmed Ali, advogado que representa a Shoei Kisen, disse nesta terça-feira que foi informado da decisão judicial .

A Autoridade do Canal, por sua vez, anunciou que o navio terá autorização para partir na quarta-feira, quando será realizada uma cerimónia para assinalar a sua partida.

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O navio de 400 metros, um dos maiores porta-contêineres do mundo, será acompanhado por dois rebocadores, disseram fontes.

O Ever Given encalhou no dia 23 de março, impedindo por seis dias a passagem em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo , na Europa.

Equipes de resgate finalmente conseguiram liberar o navio na madrugada do dia 29 de março. O indicente interrompeu o tráfego em uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, chegando a causar um congestionamento de mais de 400 embarcações.

Até o momento, ninguém foi formalmente acusado pelo incidente. Poucas semanas após o encalhe, Marwa Elselehdar, primeira mulher capitã de navio do Egito , foi surpreendida com rumores na internet de que ela era a culpada pelo incidente.

Na época, porém, a capitã estava trabalhando como primeira oficial da embarcação Aida IV, que navegava a centenas de quilômetros da Alexandria.

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