Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara
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Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara

A empresa que intermediou a compra da vacina Covaxin aumentou sua participação em contratos em mais de 6.000% . Segundo reportagem de Vinícius Valfré e Julia Affonso, do Estadão, a Precisa Medicamentos saiu de acordos de R$ 27,4 milhões em 2018 pela venda de 11,7 milhões de preservativos femininos, para o de total de R$ 1,67 bilhão durante o governo Bolsonaro

Segundo a revista Veja, foi o próprio Zero Um, Flávio Bolsonaro , que mediou o encontro do "CEO" da Precisa, Francisco Maximiano , com o presidente do BNDES, Gustavo Henrique Moreira Montezano, amigo de infância da família Bolsonaro. O senador admitiu ter “amigos em comum” com o dono da Precisa.

Além disso, a Precisa é ré por ação de improbidade em 2017. De acordo com denúncia feita pelo Ministério Público Federal, uma sócia da empresa, a Global Saúde, firmou um contrato para entregar medicamentos para doenças raras no valor de 19,9 milhões, mas não entregou os produtos. O Ministro da Saúde (MS) durante a gestão Michel Temer era Ricardo Barros, o mesmo que hoje é acusado de forçar o MS a comprar a vacina indiana. 

Na sexta-feira (25), o Deputado Luis Miranda e seu irmão Luis Ricardo Miranda afirmaram à CPI que Barros seria o responsável pela mediação com a empresa. Além disso, ele protocolou um projeto na Câmara dos Deputados para facilitar a importação da vacina que ainda não havia sido aprovada pela Anvisa.  

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Segundo o líder do governo na Câmara, as afirmações são infundadas e " não há dados concretos " nas denúncias. O deputado diz estar disposto a prestar esclarecimentos à CPI e "demonstrar que não há qualquer envolvimento meu no contrato de aquisição da Covaxin".




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