Demissão acontece em meio à pressões para destinar cargos ao Centrão
Divulgação Banco do Brasil
Demissão acontece em meio à pressões para destinar cargos ao Centrão

José Maurício Pereira Coelho, presidente da Previ , fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil , renunciou após três anos no cargo. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (25) pela fundação, que é a maior entidade de previdência privada de funcionários de estatais.

A decisão de Coelho foi anunciada depois de, no último domingo o dirigente da Previ ter se reunido com o novo presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, que vem sendo pressionado a abrir cargos para partidos do Centrão .

Segundo fontes próximas ouvidas pela reportagem, foi justamente essa pressão por cargos dos partidos que hoje formam a base política do presidente Jair Bolsonaro que levaram o executivo a abrir mão do cargo.

Caberá à atual direção do Banco do Brasil a indicação do sucessor de Coelho. A troca de comando na Previ ocorre poucas semana depois de a direção da Caixa Econômica Federal promover a troca de diretores indicados pelo banco estatal na diretoria da Funcef, a fundação de previdência dos funcionários.

Recepção do mercado

A renúncia de José Maurício Pereira agitou o mercado, fazendo com que as ações do Banco do Brasil, que abriram o dia em alta, despencassem durante a tarde. Os papéis ordinários do Banco (BBSA3) chegaram a subir 0,41% pela manhã, mas encerraram o dia em baixa de 1,34%, depois de cair quase 2%.

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Para André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos, interferências do governo em fundos de pensões de empresas estatais ou de economia mista sempre acendem o alerta amarelo no mercado financeiro. Segundo ele, os investidores estarão atentos aos próximos passos.

"Positivo não é", disse.

De acordo com a coluna Capital, a presidência do fundo deverá ser ocupada pelo economista de carreira do BB, Denísio Liberato.

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