Líderes de países do Mercosul e da UE realizaram uma coletiva de imprensa em meio ao G-20
Alan Santos/PR
Líderes de países do Mercosul e da UE realizaram uma coletiva de imprensa em meio ao G-20


O Comitê de Política Monetária ( Copom ) anunciou, nesta quarta-feira (17), que elevará a taxa Selic, que define o valor básico de juros. Estimativas do mercado apontam reajuste de 0,5 ponto porcentual. A Selic está na mínima histórica de 2% ao ano há sete meses. A medida colocaria o Banco Central (BC) brasileiro na contramão das principais autoridades monetárias do mundo.

Os bancos centrais de 11 países pelo mundo todo se reúnem nesta semana para definir suas taxas de juros. Enquanto o BC estadunidense deve adotar postura mais cautelosa, mantendo a taxa atual, o BC brasileiro deve ser o primeiro a elevar os juros entre os países do G-20 (que reúne as principais economias do mundo).

Esta será a primeira elevação da Selic no Brasil desde 2015. Apesar da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19 e dos números alarmantes de desemprego, as principais justificativas para o aumento são o aumento da inflação e a escalada do dólar.

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Um levantamento feito pelo jornal O Globo com 16 instituições financeiras e consultorias revela que a maior parte delas aposta numa alta de 0,5 ponto percentual. O aumento da Selic para 2,5% é esperado por 15 das instituições consultadas pelo GLOBO. Uma delas, a Novus Capital, projeta aumento de 0,75 ponto percentual.

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Para o fim do ano, o patamar de 5% é estimado por seis consultorias. A marca de 4% é mencionada por quatro e a de 4,5% é estimada por três.

O Boletim Focus divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, que reúne expectativas de analistas de mercado, prevê a Selic em 4,5% ao fim de 2021.


Mundo


O banco central da Inglaterra deve se reunir nesta sexta-feira (19) para discutir a política monetária do país. Atualmente, a taxa básica de juros britânica é de 0,2%. Economistas especulam que deve haver aumento, mas o BC disse que isso não acontecerá até que se prove que o país não vai chegar na taxa de inflação a 2% naturalmente.

O Banco da Rússia também deverá manter sua política monetária, embora os analistas vejam um crescente aperto nas finanças do país conforme a inflação aumenta. A taxa de juros hoje é de 4,25%.

Em janeiro, o banco central do Japão manteve a taxa em -0,1% para os juros de curto prazo e em torno de 0% para os rendimentos dos títulos de 10 anos. Segundo as projeções de analistas para a agência Reuters, apesar da revisão, as taxas devem se manter inalteradas.

Já a  taxa de juros da Turquia está, atualmente, em 17%. Na reunião das autoridades monetárias desta sexta-feira, é esperado um aumento para combater a inflação no país, que está em 15%, uma das maiores entre os mercados emergentes

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