Conselheiro da Petrobras criticou Bolsonaro por interferência na estatal, classificada como 'flerte com o comunismo'
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Conselheiro da Petrobras criticou Bolsonaro por interferência na estatal, classificada como 'flerte com o comunismo'

Marcelo Mesquita, conselheiro da Petrobras , criticou nesta segunda-feira (22) a interferência de Jair Bolsonaro na estatal , classificando-a como um flerte com o comunismo e o PT. O presidente anunciou, na última sexta (19), a troca de comando da estatal , nomeando um general para a presidência da empresa.

"É o primeiro flerte dele de mostrar que ele é comunista , assim como o PT , e não o grande antagonista do PT. É por isso que hoje começou uma nova etapa do governo do Bolsonaro", afirmou o conselheiro da Petrobras em entrevista à CNN Brasil.

Para Mesquita, a partir de agora, Bolsonaro precisará provar diariamente que a Petrobras não terá nenhuma intervenção do Estado e que "continua independente" como nos últimos anos. O mercado financeiro reagiu mal à decisão de Bolsonaro, e as ações da empresa caíram 21,5% nesta segunda . Com isso, a Petrobras perdeu quase R$ 100 bilhões em valor de mercado.

"O novo trabalho do Conselho, assim como do novo presidente da Petrobras, vai ser de mostrar e provar ao mercado, por atos, que a empresa continua independente como ela foi nos últimos dois anos", disse Mesquita.

Nesta terça, o Conselho de Diretores da estatal vota a aprovação ou não do general Joaquim Silva e Luna , ex-presidente da Itaipu Binacional, como presidente da Petrobras. Caso seja aprovado, ele substituirá o economista liberal Roberto Castello Branco , muito criticado por Bolsonaro nos últimos dias .

Para o conselheiro da Petrobras entrevistado pela CNN Brasil, privatização é a única solução para que a empresa não se desvalorize. "Tem que começar pelas 'vacas sagradas', porque são os grandes problemas do Brasil, são as empresas estruturantes para o Brasil, então tem que começar por elas", afirmou Mesquita, se referindo às vendas de grandes estatais como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras.

"A primeira coisa é privatizar a empresa. A única solução para essa empresa é ser privatizada, assim como todas as outras estatais brasileiras", defendeu o conselheiro.

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