Funcionários terão que evitar ansiedade e estresse com o retorno gradual das atividades
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Funcionários terão que evitar ansiedade e estresse com o retorno gradual das atividades










O home office foi a saída encontrada pelas empresas para manter as atividades e preservar a saúde dos profissionais em meio à pandemia do coronavírus. Mas, após quase um ano mantendo os funcionários em casa, um dos caminhos encontrados pelas organizações para voltar à rotina pré-pandemia é implantar o chamado modelo híbrido , que possibilita o rodízio entre trabalho presencial e remoto.

"As empresas passaram a ter mais confiança nas equipes ao notar que seus negócios permanecem ativos mesmo com a crise", diz Celson Hupfer, CEO da plataforma de recrutamento digital Connekt.


"Outros benefícios como a redução de custos, retenção de talentos, flexibilidade e engajamento são fatores decisivos para esse modelo, mas não suficientes para manter o home office 100%. A vontade de interagir presencialmente com colegas e a questão da saúde mental pesam na decisão das organizações", avalia.

Pesquisa feita pela Robert Half mostra que a jornada híbrida se consolidou como o modelo de trabalho - 91% dos profissionais qualificados acreditam que o futuro do trabalho será de revezamento entre dias presenciais e remotos.
Os principais motivos são: colaboradores almejam flexibilidade (66%), a pandemia ainda é uma realidade (61%) e a produtividade se mmanteve/aumentou (57%). Além disso, 71% dos profissionais gostariam que as vivências flexíveis estabelecidas ao longo da pandemia se mantivessem ao final dela.

Hupfer aposta que, no médio prazo, as empresas adotarão o modelo híbrido para a maioria das funções. “O problema é que muita gente já estava se acostumando com a liberdade de trabalhar de qualquer lugar”, diz.
O executivo aponta que a organização fica mais fácil quando as decisões de ir para o escritório são feitas pelas chefias. “Há um consenso de que determinadas tarefas coletivas perdem muito em produtividade e criatividade quando realizadas de forma virtual, como as que envolvem criação coletiva ou equipes comerciais”, observa.

Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half, o profissional que tiver um perfil mais flexível, que se adapta com facilidade às mudanças, que possui empatia e comunicação fluida, que seja transparente, sincero e tenha postura adequada, certamente, estará à frente nesse novo formato de mercado de trabalho.

“O profissional que estiver aberto a todas as modalidades de contrato, bem como diretamente na empresa, como temporário ou como terceiro também sairá à frente. Empresas buscam profissionais comprometidos e engajados com habilidade de comunicação, ainda mais neste momento, onde a maioria trabalha à distância das equipes. Equilíbrio emocional e capacidade de trabalhar em grupo são as características que as empresas cada vez mais buscam”, diz.

 Veja dicas de Celson Hupfer para a adaptação ao modelo híbrido de trabalho:

Mantenha uma rotina profissional

A variação de modelos de trabalho in loco e home office poderá gerar confusão no momento de readaptação, mas criar ou definir melhor as rotinas diárias, entender quais os melhores dias e picos de energia para realizar atividades podem ajudar a manter os resultados, mesmo no formato híbrido.

Avalie seu desempenho


Com a mudança, o seu desempenho pode sofrer alterações, então, questione-se, avalie os processos diários, seu senso de urgência e responsabilidade e, dependendo da sua avaliação, mude sua rotina ou comunique isso a um gestor, afinal, pedir ajuda é necessário e, desta forma, ele poderá auxiliar em seu novo desafio.

Planejamento

Tenha em mente as diferenças do trabalho no escritório e em casa. Com base nas diferenças, crie um planejamento diário. Como por exemplo, no escritório, realizar pausas para cafezinhos, para higienizar as mãos ou apenas para se alongar. Já em casa, avalie o horário de iniciar e encerrar o trabalho. Uma outra opção é já separar a sua roupa, mesmo sem a necessidade de um dress-code formal.

O que fazer em casa e o que fazer no escritório

É importante avaliar o que é melhor para a produtividade no trabalho, levando em conta o ambiente do escritório e o que acontece em casa. Existem tarefas que exigem mais ou menos concentração ou tarefas que requerem a cooperação dos que estão à nossa volta, seja em casa ou no trabalho.

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Se na sua casa você tem dificuldade para alcançar a concentração ou para fazer reuniões virtuais porque tem outros vivendo com você e interferindo na sua atividade, como filhos, companheiros ou vizinhos barulhentos, a sugestão é que você busque o socorro do escritório para essas tarefas.

Por outro lado, se o seu local de home office permite maior produtividade, dê preferência para levar para o escritório aquelas tarefas que requerem contatos mais próximos ou a contribuição coletiva.

Adaptação


Se você estiver com previsão de retorno parcial para o escritório, faça um bom planejamento antes disso efetivamente acontecer, porque provavelmente já se adaptou à liberdade que o trabalho à distância trouxe.

Será preciso refazer os arranjos domésticos, como cuidar de crianças, de idosos ou dos pets, a divisão das atividades da casa, as saídas para compras emergenciais, entre outras.

Também precisará dar uma avaliada no seu guarda-roupas, uma vez que o home office permite uma vida bem mais simples do que as etiquetas sociais dos escritórios.

Provavelmente terá ainda de se adaptar à perda da liberdade de trabalhar de qualquer lugar por períodos mais longos, como na praia, no sítio ou na casa de um amigo distante.

Ansiedade

O retorno parcial ao escritório tem potencial de gerar ansiedade. Apesar de a maioria das grandes empresas ter desenvolvido programas para a liderança lidar com as questões da gestão à distância, grande parte dos líderes ainda se sente mais confortável em modelos de gestão de comando e controle, pelos quais o contato visual dos seus liderados é fundamental.

Muitas empresas aproveitaram o período para estabelecer protocolos para o trabalho no escritório em função dos riscos da pandemia. Mas o que vai acontecer agora é que um número maior de pessoas deverá retornar, e isso com certeza aumentará os transtornos de ansiedade.

Os medos começam desde o momento em que o colaborador sai de casa e se desloca para o escritório, seja através do transporte coletivo ou do uso de aplicativos, os encontros nos elevadores, a convivência com outros no espaço do escritório - que pode ou não estar bem preparado - até todo o trajeto de retorno para casa. Muitos moram em casas com a presença de idosos ou pessoas vulneráveis e sentem receio de contaminá-las. Neste caso, não existem muitas recomendações a mais do que aquelas relativas aos cuidados de higiene e distanciamento.

Redobre as ações de higiene, como lavar as mãos, usar álcool e máscaras e, no que se refere ao distanciamento, policie-se para evitar excessiva proximidade. Se você faz uso do transporte coletivo, procure alternativas menos congestionadas ou negocie com seu chefe a possibilidade de horários alternativos.

 Dias fixos

As pessoas precisarão se adaptar a rotinas diferentes conforme o dia da semana, o que gera estresse e desconforto. Para minimizar isso, procure estabelecer com sua chefia dias fixos no escritório, o que normalmente é simples e ajuda na organização da equipe.

Alimentação

Dê preferência para levar sua própria comida ao local de trabalho. Além de mais saudável, ela traz maior percepção de segurança.

Estranhamento social

Algumas pessoas poderão estranhar o convívio com outras pessoas no trabalho. A recomendação é negociar com a empresa, mostrando que a sua produtividade é muito melhor quando está sozinho. Apesar de a capacidade de estabelecer relacionamentos ser uma das competências mais requeridas pelas empresas atualmente, elas também precisam estar abertas para a evidência de que grandes criações e realizações foram conduzidas pelos ermitões do passado e pelos nerds do presente.

Comunicação

Não importa qual o canal, a comunicação entre a equipe deve permanecer clara, de modo que esteja alinhada com as expectativas dos líderes. O colaborador deve sempre buscar os seus gestores para comunicar novos desafios ou dificuldades. A empatia, a gentileza e a comunicação consigo e com o outro são palavras-chaves para esse modelo.

Seja paciente

Neste início, as empresas ainda estarão se adaptando ao formato, assim como você. Portanto, seja paciente e fique atento aos detalhes, às recomendações e quadros de avisos, à localização e recomendações de utilização de máscaras e álcool em gel, ao distanciamento entre as pessoas e até a escala e revezamento de equipes em locais dentro da empresa.

Hábitos saudáveis

Se você iniciou algum exercício físico na pandemia, permaneça com eles, mesmo que você tenha que ajustar os horários. Busque também sentar em posições confortáveis e beber água, afinal, isso ajuda na concentração e foco. Uma boa alimentação, pausas para alongamento e, às vezes, músicas no fone de ouvido podem ajudar na produtividade e bem-estar.

Novas habilidades

Crie o hábito de autogerenciamento. Utilize tempos livres de forma adequada e investigue sobre novas habilidades que podem agregar para sua empresa ou para o mercado. Com a adesão ao novo formato, o número de cursos online e gratuitos devem permanecer na média, o que é uma boa notícia para quem deseja aprender novas habilidades, sejam elas técnicas ou comportamentais.





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