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Com esse aumento dos preços, muitos recorrem a negociações com os inquilinos

O IGP-M , principal indicador usado para o reajuste dos contratos de alugéis, acumula uma alta de mais de 23% nos últimos doze meses.

Porém, como os inquilinos não têm tido um aumento nos ganhos correspondente ao do índice, a alternativa é buscar um acordo com os proprietários dos imóveis. 

Um exemplo de como o processo pode ser frustrante é o da agente de viagens Kátia Andrade, que viu o salário diminuir na pandemia do coronavírus e requisitou um desconto no aluguel . “ Pedi um desconto no valor do aluguel, mas o dono do apartamento queria um reajuste sobre o valor sem desconto e não conseguimos fechar negócio”.

Entretanto, há casos em que os proprietários aceitam a proposta. O proprietário Mário Viana mantém alugado um apartamento no Centro de São Paulo. Mesmo com a imobiliária tendo avisado que ele poderia reajustar, ele preferiu não subir o valor: “ Optei por manter o aluguel pois os tempos atuais estão difíceis para todo mundo, é preciso compreender”.

A correção do preço dos aluguéis é permitida por lei e segue as especificações do contrato .

Na opinião do advogado Arthur Ôngaro, especializado em direito imobiliário , o “bom-senso” deve prevalecer: “O locador precisa entender a situação do locatário ao avaliar o reajuste”, afirmou Ongaro.

“Não é possível escolher mais de um índice, o locador deve escolher um especifico e seguir com ele”, concluiu, em relação aos índices de reajuste.

Com o índice IGP-M acima de 23%, algumas empresas de locação estão avisando pela internet que o fator de correção será o IPCA, que ficou em 4,23% neste mesmo período.


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