Estatal afirma que 99% dos investimentos foram destinados à micro e pequenas empresas
Arquivo/Agência Brasil
Estatal afirma que 99% dos investimentos foram destinados à micro e pequenas empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou em comunicado emitido nesta terça-feira (05), que injetou R$ 154 bilhões na economia brasileira em 2020. De acordo com a estatal, os investimentos foram feitos para ‘salvar’ as empresas em meio à crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 .

No relatório, o banco afirma que 390 mil empresas foram beneficiadas, gerando 9,5 milhões de empregos. O BNDES informou ainda que 99% dos investimentos foram destinados à  micro, pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais (MEIs)

Do montante, R$ 92 bilhões foram distribuídos para 115 mil empresas por meio do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac) , criado em junho pelo Governo Federal. Outros R$ 20 bilhões foram destinados para os saques emergenciais do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) em março do ano passado.

Confira os investimentos informados pelo BNDES

Para MEIs e MPMEs

  • O BNDES e o Ministério da Economia ofereceram garantias a 114,5 mil empresas por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC), totalizando R$ 92,1 bilhões em créditos contratados. Desse valor, R$ 82,3 bilhões foram destinados a pequenas e médias empresas.
  • A linha Crédito Pequenas Empresas, que oferece crédito para capital de giro, já aprovou R$ 9,1 bilhões, apoiando 27,5 mil empresas.
  • Em duas etapas, o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (PESE) aprovou R$ 8 bilhões em crédito para pagamento da folha de salários de funcionários e quitação de verbas trabalhistas.
  • A linha PEAC Maquininhas, voltada para empréstimos oferecidos por agentes financeiros com base nas vendas realizadas por meio das maquininhas de cartão, chegou a R$ 3,1 bilhões aprovados para 109 mil empreendedores.
  • O BNDES Audiovisual (FSA), linha emergencial criada para o financiamento a salários, gastos com fornecedores e a manutenção da atividade fim das empresas pertencentes à cadeia produtiva do setor audiovisual, apoiou com R$ 246 milhões 11 empresas que empregam mais de 7,5 mil pessoas.
  • O BNDES aprovou R$ 20 milhões não reembolsáveis para apoiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) realizados em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) que atendam às necessidades do sistema de saúde do país, ajudando no combate à pandemia.
  • O Programa BNDES Crédito Cadeias Produtivas, que concedeu financiamento a capital de giro à cadeia produtiva de grandes empresas, formada majoritariamente por pequenas e médias empresas, somou R$ 117 milhões, suportando as necessidades de liquidez de 211 empresas que compõem as cadeias produtivas de grandes empresas.

Para grandes empresas

  • A suspensão de pagamentos de financiamentos (standstill) ao setor privado totalizou R$ 13,3 bilhões, beneficiando mais de 29 mil empresas.
  • O consórcio formado pelo BNDES e mais 15 instituições financeiras contratou R$ 15,3 bilhões na Conta Covid, para financiamento ao setor elétrico, de forma a evitar um aumento imediato maior das tarifas.

Para o setor público

  • As ações emergenciais ao setor público somaram R$ 3,9 bilhões em suspensões de pagamentos de estados e municípios. Além disso, o BNDES acelerou liberações de financiamentos contratados por estados no total de R$ 225 milhões.

Para o setor de saúde

  • O Matchfunding Salvando Vidas, ação de financiamento coletivo destinado à compra de materiais, insumos e equipamentos para Santas Casas e hospitais filantrópicos, arrecadou R$ 78 milhões (metade desse valor aportado pelo BNDES).
  • As aprovações do Programa de Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus totalizaram R$ 309 milhões para o setor de saúde, que estão contribuindo para a abertura de 2.900 leitos de UTI e enfermaria, a aquisição de 1,7 mil equipamentos médicos, como monitores e ventiladores pulmonares, 4 milhões de kits de diagnósticos contra a Covid-19 e 58,4 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs).

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