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Edu Andrade/Ascom/ME
Paulo Guedes nega segunda onda de Covid-19

Apesar da  tendência de crescimento de casos e mortes de  Covid-19  observada nos últimos dias no Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes , nega que o país esteja passando por uma segunda onda de contaminações. Nesta segunda-feira (23), ele disse que a doença “cedeu” e que “parece” haver um repique, mas é preciso observar os dados.

"A doença desceu, é um fato. Alguns dizem agora 'não, mas está voltando, (está havendo) segunda onda'. Espera aí. Nós tínhamos 1.300 mortes por dia, 1.200, 1.000, 900, 700, 500, 300… E agora parece que está havendo um repique. Mas vamos observar. São ciclos", disse Guedes, em evento virtual promovido pela Firjan.

O Brasil tem 169.205 mortes pelo novo coronavírus (Sars-Cov-20 confirmadas até as 8h desta segunda-feira, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Na domingo, às 20h, o balanço indicou 169.197 mortes, 181 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos sete dias foi de 484. A variação foi de +43% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nas mortes por Covid-19 .

Já para o número de casos, a média móvel nos últimos sete dias foi de 29.976 novos diagnósticos por dia, uma variação de +71% em relação aos casos registrados em duas semanas.

"A doença retrocedeu empiricamente. Há, mas uma ou duas semanas ela subiu? Sim. Agora, isso quer dizer que a segunda onda chegou? Não", disse o ministro. Guedes também falou em “características sazonais” para a doença.

"Já estão querendo dizer que a doença já está aqui. Não é um fato. O fato é que a doença cedeu substancialmente. E as pessoas, até porque a doença cedeu, saíram mais, interagiram mais, se descuidaram um pouco. Pode ser que tenha voltando um pouco. Mas, ao mesmo tempo, tem características sazonais a doença, estamos entrando no verão", afirmou.

Na semana passada, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse não haver interlocução entre a equipe econômica e o Ministério da Saúde sobre as expectativas em relação a uma eventual segunda onda do novo coronavírus.

Nesta segunda-feira, Guedes pediu para observar os dados e disse que ele não opinaria sobre a área de saúde. "Vamos observar um pouco. Já começaram a decretar que a doença está aí, que tem que trancar tudo de novo. Eu não vou opinar nessa área de saúde, tenho que me limitar aos dados. Os dados são: a doença cedeu substancialmente e a economia se recuperou extraordinariamente bem".

O ministro voltou a dizer que o governo agirá da mesma forma, caso ocorra uma segunda onda da pandemia e se referiu a essa possibilidade como "Covid 3022", indicando que vê esse risco como uma probabilidade distante.

"Tem sempre alguém que diz: 'Bom, mas e se tiver o Covid 3022, se tiver o Covid 5500? Agiremos da mesma forma, com a mesma capacidade, decisão. Já conhecemos o caminho. Sabemos os programas que funcionam melhor, os programas que não funcionaram", disse.

Guedes afirmou que o que chama de "narrativas" dizem que a ciência deve ser ouvida para tomar as decisões sobre o controle do novo coronavírus e disse que ciências econômicas "também são respeitáveis".

"Agiremos com a mesma determinação, mas só com evidência empírica, só com base científica, como é tão comum nas narrativas. As narrativas falam tanto das ciências biológicas. Pois bem, vai um aviso aí: as ciências econômicas também são respeitáveis. Aliás, a biologia veio de uma costela caída das ciências econômicas", disse o ministro.

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