Brasil Econômico

Economista Igor de Lucena durante live do Brasil Econômico
Reprodução/Youtube
Economista Igor de Lucena durante live do Brasil Econômico

O economista e doutorando em relações internacionais Igor Macedo de Lucena foi o entrevistado desta quinta-feira (12) da live do Brasil Econômico, do Portal iG. Ele abordou temas como as eleições americanas e suas consequências na política brasileira, bem como possível retorno de relações entre Cuba e Estados Unidos , além do interesse do país na tecnologia da rede 5G. Destacou que o governo precisa se preocupar com a competitividade, pois "roubos de informação e espionagem ocorrem toda hora e todo dia, independente de ser EUA ou China".


Segundo Igor, que considera Joe Biden "99,9% eleito" como presidente americano, o democrata trará mudanças de valores para a política externa do país.

"A gestão de Trump não foi boa para o Brasil ", opina. Igor ressalta que o nível de exportações diminuíram, fruto da política protecionista do atual presidente dos EUA.

Ainda segundo o economista, a eleição de Biden foi positiva para o Brasil, já que "não haverá um alinhamento automático", com havia com Trump, mais simpático com Jair Bolsonaro . "Não devemos tomar partido, mas sim ser mediador", diz.

China e o 5G

De Lucena coloca a tecnologia da rede 5G como "a maior expansão chinesa dos últimos anos", e avalia que o Brasil deve se atentar sobre essa questão, já que diversos países anunciaram ter essa tecnologia, como a Suécia e os Estados Unidos  - contudo, na última terça (10), o governo de Jair Bolsonaro anunciou apoio à iniciativa Clean Network, lançada pelo governo de Donald Trump , que é um programa contrário ao avanço da tecnologia 5G chinesa.

O economista acredita que o interesse brasileiro tenha de ser pela competitividade, para trazer ao país a tecnologia que tenha melhor custo-benefício, "já que roubos de informação e espionagem ocorrem toda hora e todo dia, independente de ser EUA ou China".

"Temos que decidir o sistema que tenha a maior capacidade de abrangência, que atenda até as pequenas cidades da região amazônica", opinou. "Foi assim que a diplomacia brasileira passou a ser respeitada no mundo", completa.

Covid-19

Igor de Macedo elogiou a postura do governo federal por disponibilizar o auxílio emergencial, e que a prioridade deve ser ajudar a população mais carente:

"O auxílio emergencial foi fundamental para a manutenção do PIB. Estamos falando de famílias sem renda, perdendo suas casas, não podendo colocar a comida na mesa. Entre nos tornarmos mais endividados e conseguirmos diminuir o impacto negativo econômico na vida das pessoas, o governo federal tomou a atitude certa, ele (auxílio) deve continuar em 2021", disse Igor.

Apesar de considerar que as vacinas previstas proporcionarão uma volta quase que total dos empregos, "o primeiro trimestre de 2021 será complexo", e inclusive citou o fato do Banco Central europeu ter anunciado que fará estimulos financeiros na região.

Biden eleito e reflexos no Brasil

Segundo o economista Igor Macedo, os Estados Unidos deverão ter "participação muito mais forte" em conflitos no Oriente Médio, com conflitos se intensificando na região, mas por conta das diferenças ideológicas entre Biden e Bolsonaro, provavelmente não tomaremos lado do governo americano", a quem classificou como 'xerife do mundo'.

Um lado positivo, segundo o entrevistado é que "o presidente Biden irá focar em tratados de livre comércio, assim como o ministro da economia Paulo Guedes tem feito".

Questionado se a eleição do democrata e a derrota de Trump poderá reverberar em território brasileiro em 2022, quando haverão eleições gerais, Lucena acredita que dificilmente terá influência, já que o mundo estará em outro momento: 

"O Presidente Joe Biden teve a maior votação da história ,mas Trump teve o segundo, não podemos descartar o Trumpismo. A derrota do republicano se deu pela onda alta de desemprego e de casos de Covid-19. A diferença fundamental para o Brasil é que em 2022 não estaremos em pandemia e estaremos em recuperação, por mais que há uma força de mudança com Biden não acredito que isso influenciará o brasil".

Confira a entrevista na íntegra:








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