Brasil Econômico

Cartaz escrito
Reprodução/Facebook
Moradores de Brumadinho ocupam sede da Vale para reivindicar direitos


Aos gritos de “Vale assassina”, moradores da região do rio Paraopeba, em Brumadinho (MG), ocuparam, nesta quinta-feira (22), sede da Vale. Representante da manifestação diz, durante a leitura da pauta, que eles reivindicam o direito à água potável, prorrogação do auxílio financeiro emergencial pago pela mineradora e a consolidação do Programa Direito à Renda proposto pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).


Em vídeo ao vivo na página do Mídia Ninja em uma rede social, representantes do movimento falaram em mais de 700 pessoas sem água potável. Em menos de uma semana, já foram 6  protestos, contando com esse último. 

Os moradores dos bairros São Judas, Dom Bosco, Pinheiros e Sol Nascente exigem que os impactos gerados pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão sejam reconhecidos. Eles também reclamaram da poeira, do barulho e do trânsito de veículos pesados devido as obras para captação de água do Rio Paraopeba .  


As manifestações acontecem a véspera das audiências que vão julgar os pedidos de dano moral coletivo e social e de indenização ao Estado. Os manifestantes dizem que lutam pela garantia de direitos e que não aceitarão negociações que não atendam às reivindicações. Anteriormente, a Vale havia proposto reduzir os valores do auxílio.

Ao final do vídeo, um representante da Vale apareceu dizendo que desconheciam a pauta e levou o assunto para ser discutido pela empresa. O representante dos moradores explicou dizendo que agora esperariam pela negociação, mas que não sairiam dali para pressionar a Vale a cumprir com as reivindicações. 

O representante terminou dizendo que o Ministério Público e a Justiça instruíram a polícia militar a não fazer nada contra os manifestantes. “Porque nós estamos aqui fazendo uma luta justa e necessária”.

A audiência

Nesta quinta, começa a primeira audiência para definir o valor da indenização a ser pago pela Vale a Minas Gerais, como compensação aos danos socioeconômicos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho.

O Estado, junto aos órgãos que representam a sociedade na Justiça, vão pedir, inicialmente, R$ 54,6 bilhões. Sendo R$ 28 bilhões a serem pagos por danos morais ao coletivo. Essa soma faz parte de ações civis públicas do Estado, dos Ministérios Públicos do Estado e Federal, das Defensorias Públicas do Estado e Federal, além da Advocacia Geral do Estado (AGE) e da Advocacia Geral da União (AGU).

A meta do governo estadual é alcançar o valor do pedido integral. Segundo o governo, Minas Gerais terá oportunidade de gerar 300 mil empregos e reduzir o índice de desemprego.

Até outubro, mais de 8.000 pessoas já foram indenizadas pela mineradora, sendo 1.645 delas por meio da Justiça trabalhista e outras 6.526 em indenizações cíveis.

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