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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Governo quer tornar programa permanente e deve aportar mais de R$ 10 bilhões, fazendo também mudanças significativas

O governo vai lançar a terceira fase do  Pronampe, linha de crédito focada em micro e pequenas empresas, com mudanças em relação às duas primeiras etapas. Os juros devem ser maiores, segundo o governo.

O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta quarta-feira (21), ainda, que o programa deve virar permanente.


"O Pronampe será um programa permanente", disse Costa.

Como o Globo informou, o governo deve aportar mais de R$ 10 bilhões no programa, mas com mudanças significativas em relação às fases anteriores.

Hoje, o programa garante até 100% das operações desde que todos os empréstimos feitos pela instituição não tenham uma taxa de inadimplência maior que 85%.

Com isso, as instituições não têm concedido muito mais do que o valor da garantia, inicialmente de R$ 15,9 bilhões e atualmente de R$ 27,9 bilhões, com o objetivo de manter a operação com risco muito baixo.

Agora, essa taxa de inadimplência irá cair para 25%. Além disso, a chamada “alavancagem”, ou seja, o valor concedido pelos bancos além da garantia do governo, será de quatro vezes. Assim, um aporte de R$ 10 bilhões pode fazer com o que os bancos concedam mais R$ 40 bilhões.

A consequência dessa mudança serão taxas de juros mais altas. Atualmente, a taxa é de Selic mais 1,25% ao ano. A nova taxa não ultrapassa um dígito, disse Costa.

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