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Banco popular da China
PIB da China teve crescimento de 4,9% no terceiro trimestre, abaixo do esperado

A economia chinesa cresceu 4,9% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas divulgados na noite deste domingo (18).

A recuperação econômica da China depois de ter sido fortemente atingida pela pandemia de Covid-19 ajuda a sustentar uma economia global que enfrenta sua pior crise desde a Grande Depressão, nos anos 1930.

Analistas estimam que, no terceiro trimestre, tenha havido crescimento nas vendas do varejo, nos investimentos e na produção industrial, o que indicaria uma recuperação mais ampla.

Por trás dessa recuperação está uma estratégia agressiva para conter a expansão do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o que permitiu a reabertura rápida das fábricas. Estas ainda foram beneficiadas pela forte demanda global por equipamentos médicos e tecnologia para trabalho remoto, permitindo que os exportadores conquistassem uma fatia recorde do mercado entre janeiro e julho.

Além disso, Pequim preferiu focar em ajuda direcionada a empresas, um contraste com os estímulos monetários adotados na crise financeira global, deflagrada em 2008.

"A China está ajudando o mundo de uma forma diferente", disse Shen Jianguang, economista-chefe da gigante do e-commerce JD.com. "Com a economia em desaceleração, não seria possível adotar outro estímulo em 2020. Em vez disso, fez o trabalho atuando como 'fornecedor de última instância'".

Segundo cálculos da Bloomberg, feitos com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o peso da China no crescimento global deve passar de 26,8% em 2021 para 27,7% em 2025 — contra 27,9% de todas as outras economias somadas.

A China aposta agora no crescimento de setores como bens de consumo, tecnologia e serviços, como sinalizou pelo presidente Xi Jinping na semana passada, o que tornará esse ciclo diferente daquele posterior a 2008, quando houve uma explosão de crédito, diz Cui Li, diretora de Pesauida da CCB International Holdings:

"A ausência de uma expansão do crédito fará com que essa recuperação seja mais sustentável", defende.

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