Paulo Guedes
José Cruz/Agência Brasil
Paulo Guedes não romperá o teto de gastos

Em meio à pressão pelo aumento de gastos para bancar o Renda Cidadã , novo programa social do governo, e para a realização de obras, o ministro da Economia, Paulo Guedes , deixou claro a auxiliares e interlocutores que o teto do gasto público é última barreira para sua permanência no governo. Ao ser indagado sobre uma eventual mudança nesse teto, que limita o crescimento das despesas à inflação, Guedes responde: “só se for com outro ministro”.

Na visão do ministro, o rompimento do teto será como uma avalanche, comparável ao rompimento da barragem de Brumadinho , “vai arrastar e matar todo mundo”. Isso porque haveria uma deterioração na expectativa dos investidores em relação à solvência do país e colocaria o Brasil novamente numa curva ascendente de juros.

Guedes tem dito a interlocutores que o governo conseguiu “matar a besta”, que era o crescimento explosivo do gasto público, ao aprovar a reforma da Previdência . Outra medida nesse sentido foi o congelamento dos salários dos servidores até dezembro de 2021, no pacote de ajuda aos estados no enfrentamento da pandemia.

Na visão da equipe econômica, essas medidas foram fundamentais para reduzir os juros, estabilizar a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, se o país continuar a gastar e o teto for furado, as coisas vão começar “a desandar”.

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