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Renda Brasil, o novo Bolsa Família, deve ter premiação por desempenho escolar e esportivo dos alunos

O Renda Brasil, que será lançado terça-feira e deve substituir o Bolsa Família, vai ampliar o alcance e o valor médio de transferência de renda para as famílias mais pobres, passando dos atuais R$ 191 para R$ 280, segundo fontes envolvidas na elaboração do programa.

Embora mantenha contrapartidas conhecidas do Bolsa Família, como frequência escolar e vacinação em dia, o programa Renda Brasil deve incluir uma espécie de premiação por resultados ligados ao desempenho escolar e esportivo das crianças. A premiação seria um adicional em dinheiro sobre o valor básico do benefício. A medida, no entanto, é considerada polêmica por especialistas da área social.

O Renda Brasil deve atender de 20 a 21 milhões de famílias e prevê pagamento às 14 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família , além de mais 6 ou 7 milhões de famílias que recebem o  auxílio emergencial e fazem parte do grupo mais pobre entre os mais 66 milhões de beneficiários do programa criado durante a pandemia. A tendência é que o custo do Renda Brasil seja de cerca de R$ 60 bilhões por ano, pouco mais do que o valor de uma parcela do auxílio de R$ 600 - cerca de R$ 50 bilhões - e o dobro dos atuais R$ 30 bilhões anuais gastos com o Bolsa Família.

Para cobrir esse custo maior com ações sociais, o governo procura espaço no teto de gastos para aumentar despesas. O respeito à lei do teto é considerado indispensável pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e tema divide o governo .

O governo anuncia os detalhes do Renda Brasil nesta terça-feira (25), formalizando o valor das parcelas, quando será iniciado o pagamento e como será definido quem vai receber. Os critérios de bonificação também devem ser melhor explicados por integrantes da equipe econômica.

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