Bolsonaro diz que respeitará o teto de gastos
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro diz que respeitará o teto de gastos


Após admitir que o seu governo discutiu a ideia de furar o teto de gastos , o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o mecanismo. Nesta quinta-feira (13), durante transmissão ao vivo, o presidente disse que a ideia de furar o teto "existe" e questionou qual o "problema". Nesta sexta-feira (14), em uma publicação em uma rede social, criticou a cobertura da imprensa sobre a fala e disse que o respeito ao teto é o "norte".

Na transmissão, Bolsonaro afirmou que não vê "problema nenhum" em autorizar mais gastos que sejam relacionados ao combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

"Então a ideia de furar teto existe, o pessoal debate, qual o problema? 'Presidente, na pandemia, nós temos a PEC de Guerra, nós já furamos o teto em mais ou menos R$ 700 bilhões, dá para furar mais R$ 20 (bilhões)?'. Eu falei: 'Qual é a justificativa? Se for pra vírus, não tem problema nenhum'. 'Ah, mas entendemos que água, por exemplo, é para essa mesma finalidade'. Então a gente pergunta. E daí? Já gastamos R$ 700 bilhões, vamos gastar mais R$ 20 bilhões ou não?", disse Bolsonaro.

Bolsonaro disse em seguida que o ministro da Economia, Paulo Guedes , afirma que isso sinalizaria para a economia e o mercado que o governo está furando teto. Ele também disse que Guedes decide "99,9%" das questões sobre Economia.

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Nesta sexta-feira, Bolsonaro publicou um texto no Facebook reclamando do destaque que a imprensa deu à frase sobre o teto. De acordo com o presidente, ele quis dizer que existe uma busca "justa" por mais recursos, mas reforçou o respeito à responsabilidade fiscal e à emenda constitucional que instituiu o teto de gastos.

"Quando indagado na live de ontem sobre 'furar' o teto, comecei dizendo que o Min Paulo Guedes mandava 99,9% no Orçamento. Tudo, após essa declaração, resumia que por mais justa que fosse a busca de recursos por parte de ministros finalistas, a responsabilidade fiscal e o respeito Emenda Constitucional do 'Teto' seriam o nosso norte", escreveu.

Ele reclamou, no entanto, que "após a live, nos sites dessa grande imprensa do contra, viam-se as mais variadas e absurdas notícias onde 'o Presidente admitia que o teto poderia ser furado'".

Bolsonaro acrescentou que irá trabalhar "junto ao Congresso para controlar despesas com objetivo de abrir espaço para investimentos e assim atravessarmos unidos essa crise".


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