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BID vai emprestar US$ 1 bilhão ao Brasil para custear auxílio, Bolsa Família e programa de manutenção de empregos

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta quinta-feira (13) que aprovou um empréstimo de US$ 1 bilhão ao governo federal destinado a apoiar programas do governo voltados para a população vulnerável e os trabalhadores. Os recursos deverão ser usados para custear o auxílio emergencial , o  programa de manutenção de empregos e o Bolsa Família.

O BID estima que o montante será suficiente para apoiar 475 mil famílias anualmente por meio do Bolsa Família e 1 milhão de pessoas por trimestre no auxílio emergencial . Esses programas receberão US$ 600 milhões.

“O intuito é unir forças para que o Brasil responda à COVID-19 de forma eficaz, mitigando os efeitos negativos da pandemia”, disse o BID em nota.

Os outros US$ 400 milhões vão para o programa que visa a manutenção de empregos formais, permitindo a redução de salários e a suspensão do contrato de trabalho de empregados com a contrapartida de uma compensação do governo . O BID estima que os recursos chegarão a 1 milhão de trabalhadores.

“Segundo estudos, cerca de 40% dos empregos no Brasil (37 milhões de pessoas) estão concentrados em setores produtivos vulneráveis ​​à pandemia. Garantir a renda para pessoas pobres e vulneráveis ​​em meio à crise do COVID-19 é um dos caminhos para ajudar as famílias a manter níveis mínimos de bem-estar”, diz o banco.

O empréstimo tem um prazo de amortização de 25 anos, com período de carência de cinco anos e meio. A taxa de juros é baseada na London Interbank Offered Rate (Libor), uma taxa que varia diariamente e é usualmente usada em empréstimos entre bancos internacionais.

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