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fila na caixa
Fenae
O vice-presidente de Rede de Varejo da Caixa, Paulo Angelo Souza, declarou em evento online que os empregados devem estar onde são mais rentáveis ao banco, ou em casa ou no teletrabalho

Um documento elaborado pela direção da  Caixa Econômica Federal afirma que não haverá prorrogação automática do trabalho remoto (home office). A medida passou a valer desde o último dia 17 e, além disso, a continuidade ou não do home office nas agências passa a ser uma decisão do gestor local.

De acordo com o documento, a continuidade ou não do chamado "Projeto Remoto Excepcional" deverá observar "as orientações de Saúde e Segurança do Ministério da Saúde”. 

Na última quinta-feira (16), mesmo dia em que a direção do banco divulgou o documento, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro enviou ofício à Caixa cobrando a prorrogação do teletrabalho enquanto durar a pandemia.

Também na quinta-feira, durante uma live interna para os bancários, a vice-presidente de Pessoas (Vipes) do banco, Girlana Granja Peixoto, reforçou que o trabalho remoto ficará a cargo das chefias.

O vice-presidente de Rede de Varejo da Caixa, Paulo Angelo Souza, declarou no evento online que "os empregados devem estar onde são mais rentáveis ao banco, ou em casa ou no teletrabalho".

Líderes sindicais dos bancários temem que os riscos da pandemia de Covid-19, com a possibilidade de funcionários ficarem doentes, caiam sobre os gerentes das agências da Caixa.

“A responsabilidade sobre as perdas de vidas, as contaminações e os problemas com os decretos municipais e estaduais vão cair nas costas dos gestores”, diz o coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa, Dionísio Reis. Ele aponta que não há qualquer diretriz das vice-presidências da Caixa sobre o assunto. 

“Os empregados continuam na incerteza e a Caixa está ‘lavando as mãos’”, acrescenta Reis.

“Querem expor os trabalhadores às custas do lucro do banco. Os casos de Covid-19 continuam aumentando. Tirar os empregados do home office vai na contramão de todas as orientações das autoridades de saúde e não se pode permitir esse absurdo”, diz Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

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