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Houve mais de 12 mil reclamações contra a Enel no Procon-SP

A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo notificou a distribuidora de energia Enel para que explique as  altas nas cobranças de energia elétrica durante a pandemia de Covid-19.

No mês de junho foram registradas 12.648 reclamações de cobrança abusiva contra a Enel no Procon.

O Procon questionou o motivo das contas de luz de março, abril e maio terem sido baseadas na média dos doze meses anteriores.

A Enel não fez a leitura presencial dos medidores de energia em domicílios durante a pandemia, sendo que outras concessionárias de serviços essenciais de São Paulo mantiveram a cobrança feita da forma convencional.


Resposta da Enel ao Procon-SP

Em resposta ao Procon, a distribuidora de energia Enel SP informou que as cobranças das contas de energia dos meses de março, abril e maio foram feitas com base na média de consumo dos 12 meses anteriores porque reduziu o número de leituristas para evitar que eles e os moradores contraíssem Covid-19, contribuindo com as medidas de isolamento social.

“Como a maioria dos medidores dos clientes fica dentro dos imóveis, a medida foi adotada para evitar o contato entre o profissional da empresa e os clientes. O objetivo sempre foi preservar a saúde e a segurança dos leituristas e dos clientes, em meio ao avanço da pandemia”, diz o comunicado da Enel.

“A diferença, a maior ou a menor, entre o valor da conta faturada pela média e o real consumo de energia no período, será compensada automaticamente, quando a leitura for efetuada pela distribuidora. Essa diferença, quando for a maior pode ser paga de forma facilitada pelo cliente por meio de um parcelamento, que pode chegar a até 12 vezes, de acordo com a decisão do cliente”, afirma a empresa.

Conta de luz sobe neste sábado (4) em São Paulo capital

Na capital paulista e região metropolitana de São Paulo, as contas de energia elétrica sobem a partir de hoje.

Devem ser impactados pelo aumento cerca de 7 milhões de unidades consumidoras localizadas em 24 municípios. Os consumidores residenciais terão reajuste de  3,61%.

Já as empresas conectadas em baixa tensão pagarão 3,58% a mais e as de alta tensão, 6%.

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