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Tomaz Silva/Agência Brasil
Mais da metade dos militares que fraudou auxílio emergencial ainda não devolveu valor aos cofres públicos

Segundo novos dados do Ministério da Defesa, 53% dos  militares que fraudaram as regras do auxílio emergencial e receberam o benefício ainda não devolveram o valor aos cofres públicos.

O Ministério da Defesa diz que 53.459 militares receberam o auxílio indevidamente e, desses, 28.160 ainda não haviam feito a devolução até o dia 12 de junho, 52,7% do total.

No entanto, um cruzamento de dados feito no mês passado entre o Ministério da Cidadania e da Defesa apontava que mais de  73 mil militares fraudaram o auxílio emergencial. A Defesa diz que fez uma revisão nesse número, que agora caiu e diz respeito a militares ativos, inativos, pensionistas e anistiados que receberam o auxílio indevidamente.

Segundo a Defesa, a diferença aconteceu porque  19.783 militares deixaram de fazer parte das tropas brasileiras de março para abril. A maioria é composta por jovens que cumpriam o serviço militar, ocupando cargos temporários. E, com a saída dos exércitos, passaram a ter direito ao auxílio emergencial.

O Ministério da Defesa disse que quem fraudou e não devolveu os valores sofrerá desconto na remuneração mensal, sem detalhar quando isso vai acontecer.

"Eventuais questões disciplinares que possam ter ocorrido estão sendo apuradas no âmbito de cada Força Armada, de acordo com a legislação vigente", afirmou o ministério.

Em 18 de maio as  devoluções do auxílio emergencial começaram, totalizando R$ 16,3 milhões. 

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