paulo guedes
-
Presidente citou ministro da economia sobre veto a reajuste de salários de servidores

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (11) que atenderá o pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, e vetará o trecho que flexibiliza o congelamento de salários para algumas categorias dos servidores públicos no projeto de socorro a Estados e municípios. Ele sinalizou que deve sancionar o texto até quarta-feira.

- Conversei com Paulo Guedes de manhã, a Economia está trabalhando na questão dos vetos. Vamos atender 100% o Paulo Guedes. Tivemos alguns pedidos que não foram aceitos. Teve pedido de tempo - disse.

Bolsonaro afirmou que poderá deixar a sanção ou o veto para quarta-feira, a pedido de alguns governadores.

- Quando se veta uma coisa, se mexe em muita coisa. Essa é a dificuldade de se fazer um veto mais racional - argumentou.

O chefe do Poder Executivo lembrou que, em função da crise, todos perderam o poder aquisitivo, com exceção dos servidores públicos.

- O servidor público, a grande maioria é consciente, sabe que se a economia não recuperar, não vai ter dinheiro para pagá-los. Não adianta ter um contracheque bonito, com números vultuosos, bônus, e vai no banco e não tem dinheiro - disse ele.

O presidente também explicou que um dos fatores que determinaram o adiamento da decisão sobre o veto foi um impasse sobre novos alunos da academia da Polícia Federal. De acordo com ele, o ex-ministro Sergio Moro teria decidido que o curso começasse apenas após a pandemia do coronavírus.

Com o eventual congelamento até dezembro de 2021, esses alunos só poderiam começar a cursar a partir de 2022, disse.

Veja ainda: Sem consultar ministério da saúde, Bolsonaro coloca salões de beleza e academias em lista de serviços essenciais

- Seria uma injustiça deixar esse pessoal do lado de fora, esses 500 novos policiais federais. Não tem nada de despesa em maio. Reajuste não está previsto para ninguém. É para que eles possam cursar. Era para ter começado já esse curso. Atrasou, porque ministro anterior quis que o novo curso esperasse a pandemia. Nesse esperar, apareceu esse projeto. Se a gente sancionar agora, esse jovens alunos poderão ter que adiar para 2022 o início do curso. Por isso, não resolvemos a questão do veto ou não veto hoje. Acho que até quarta-feira dá para acertar tudo.

Bolsonaro disse que assinou nesta segunda-feira decreto revogando mais de 300 decretos. De acordo com ele, a iniciativa ajudará a vida de quem quer empreender.

Leia mais:  Pedidos de seguro-desemprego crescem nos últimos meses em relação a 2019

    Veja Também

      Mostrar mais