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COm 20 milhões de demissões em abril, EUA têm maior desemprego desde a Grande Depressão

A taxa de desemprego nos Estados Unidos atingiu 14,7% em abril, a maior desde a Grande Depressão dos anos 1930 , informou o governo norte-americano nesta sexta-feira (8). Um total de 20,5 milhões de pessoas perdeu emprego no mês, um número sem precedentes na história do país.

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A expectativa do mercado era que fossem perdidos em abriil 22 milhões de empregos , sinal de como a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) está afetando a maior economia do mundo. Os últimos dados disponíveis mostram que os EUA já têm 1.254.750 de casos confirmados e 75.543 mortes, liderando o ranking mundial de contaminados e mortos pela Covid-19.

O relatório do governo já é avaliado atentamente em qualquer mês, mas tem importância ainda maior agora, diante das paralisações de serviços não essenciais.

O mercado de trabalho previa que a taxa de desemprego iria disparar a ao menos 16% no mês passado. O recorde pós-Segunda Guerra Mundial é de 10,8%, alcançado em novembro de 1982.

O número se soma a uma série de dados fracos de gastos dos consumidores, investimento empresarial, comércio, produtividade e do mercado residencial.

"Nossa economia está respirando por aparelhos agora", disse Erica Groshen, ex-comissária da Agências de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho. "Vamos passar por testes nos próximos meses para ver se podemos ressurgir com segurança de nosso coma induzido pela política econômico", completou ela.

As perdas históricas de vagas previstas em pesquisa da Reuters apontam para fechamentos em quase todos os setores da economia, com dispensas maiores nos setores de lazer e hotelaria - principalmente restaurantes e bares.

Antes da pandemia, desemprego estava na casa dos 4%

Em março, foram fechadas 701 mil vagas, com a taxa de desemprego em 4,4%. Em fevereiro, antes de a pandemia de  Covid-19  interromper o andamento da economia dos EUA, a taxa de desemprego estava em apenas 3,5%. Esse tinha sido o nível mais baixo em cinco décadas.

O salário médio por hora no país aumentou 4,7% em relação ao mês anterior e 7,9% em relação ao ano anterior, acentuado pela perda desproporcional de trabalhadores com baixos salários das folhas de pagamento.

A taxa de subocupação, que inclui trabalhadores desalentados e aqueles que trabalham meio período, mas que desejam trabalhar em horário integral, subiu de 8,7% para 22,8%.

Recorde de procura por seguro-desemprego

O relatório semanal do Departamento do Trabalho mostrou na quinta-feira (7) que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 3,169 milhões em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 2 de maio, contra 3,846 milhões na semana anterior.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 3 milhões de pedidos na última semana, contra 3,839 milhões reportados inicialmente para a semana encerrada em 25 de abril.

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Foi o quinto decréscimo semanal consecutivo nos pedidos desde que atingiu um recorde de 6,867 milhões na semana encerrada em 28 de março. Ainda assim, os números mais recentes elevaram para cerca de 33 milhões o número de pessoas que procuram auxílio-desemprego desde 21 de março.

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