avião da embraer
Agência Brasil/Antônio Milena
Boeing suspendeu contrato bilionário com Embraer


A Embraer afirma que o rompimento do acordo pela Boeing para a compra da área de aviões comerciais da companhia brasileira foi indevida. A fabricante brasileira garante ter cumprindo todas as condições do contrato, desmentido a alegação da gigante americana para desfazer o acordo de US$ 4,2 bilhões .

No comunicado divulgado neste sábado, a empresa diz que "buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do Acordo Global da Operação (MTA).

Leia também: Plano “Pró-Brasil” põe um fim à era do “Posto Ipiranga”

Segundo a Embraer, a Boeing "fabricou falsas alegações como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões".

A empresa diz ainda acreditar que a "Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira , ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação."

Na quarta-feira passada, a Embraer divulgou comunicado informando que havia tratativas para prorrogação da data limite, embora não houvesse garantias de que haveria prorrogação.

Leia também: Quase 50 milhões já se cadastraram para receber auxílio de R$ 600, diz Caixa

A fabricante brasileira afirma estar "em total conformidade com suas obrigações previstas" no acordo e acrescenta ter cumprido todas as condições necessárias previstas até 24 de abril, data limite para o acordo.

Segundo a Boeing, a companhia vai manter com a Embraer o contrato vigente para a venda e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium assinado em 2012 e ampliado em 2016.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários