roberto campos neto, presidente do banco central
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que instituição estuda liberar saques no comércio

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, na noite de quarta-feira (12), em entrevista à GloboNews , que a autoridade monetária está estudando permitir o "cashback", uma maneira de permitir que as pessoas saquem dinheiro em estabelecimentos comerciais.

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Segundo Campos Neto, a medida poderia beneficiar moradores de cidades pequenas que sofrem pela falta de agências bancárias e caixas eletrônicos. Levantamento feito pelo GLOBO em dados do BC mostra que 427 cidades entraram para o grupo das que não têm sequer uma agência bancária desde 2013, quando a cobertura atingiu seu auge. No ano passado, dois em cada cinco municípios do país estavam nessa situação.

A medida também seria boa para os lojistas porque facilitaria o fluxo do dinheiro e reduziria o custo no transporte dos valores.

"O cashback é um produto muito bom porque se eu consigo sacar um pouquinho toda vez que eu faço compra não preciso ter muito dinheiro na carteira e pra loja também é bom, porque a loja tem um fluxo de dinheiro, precisa do carro-forte pra pegar o dinheiro toda hora. Se ela puder ir distribuindo o dinheiro entre as pessoas é menos custo pra loja e mais eficiência pra você que tem um ATM (caixa eletrônico) potencial em cada loja que você for comprar", afirmou.

O presidente disse que isso já ocorre em outros países, como os Estados Unidos, e teria um funcionamento simples. O consumidor compraria um produto em alguma loja e pagaria um valor a mais. Essa diferença seria devolvida ao consumidor em espécie, com o possível pagamento de uma taxa de serviço.

"Vai ter uma taxa de serviço, mas muitas vezes pode ser que interesse muito ao lojista , de ter que carregar menos dinheiro, porque um grande custo que existe hoje para os lojista é circular numerário", disse.

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No entanto, a medida não tem ainda prazo para entrar em vigor. Campos Neto ressaltou que ela ainda está sendo estudada, que foi proposta recentemente em uma reunião no Banco Central e precisa ainda ser conversada com outros atores do sistema financeiro.

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