Carlos Ghosn reapareceu e se declarou inocente de acusação de crimes financeiros no Japão
Adam Tinworth
Carlos Ghosn reapareceu e se declarou inocente de acusação de crimes financeiros no Japão

Em sua primeira aparição desde sua espetacular fuga do Japão para o Líbano, o ex-presidente do conselho de administração da Nissan, Carlos Ghosn, se disse inocente e vítima de "uma campanha de difamação" ao conceder, na manhã desta quarta-feira (8), a sua esperada coletiva à imprensa em Beirute, a capital libanesa. No Japão, ele é acusado de malversação financeira e sonegação fiscal.

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Ghosn , que deu declarações em inglês e, em seguida, também em francês e árabe, lembrou que ficou preso por 130 dias, sem ter sido levado a julgamento e sob pressão para fazer uma confissão.

"Há um ano declarei minha inocência. Passei por seguidos confinamentos solitários, fiquei seis semanas sem ter contato com a minha família. Foram 14 meses de sofrimento", relatou o ex-executivo.

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Segundo Ghosn, ele passou por interrogatórios de até 8 horas por dia, sem o acompanhamento de advogados, e foi pressionado a confessar os crimes.

"Os procuradores diziam, e isso está gravado, “se você não confessar, vamos atrás de você e de sua família”. O único objetivo deste sistema (judicial) é obter uma confissão que não necessariamente tem relação com a verdade', defendeu.

Ele lembrou que a taxa de condenação no sistema judiciário japonês é de 99,5%, com índices mais altos para estrangeiros, e voltou a afirmar que não fugiu da Justiça, mas sim de perseguição política.

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Ghosn alegou ainda que sofreu uma campanha de difamação de “indivíduos vingativos na Nissan ”.

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