Comissão da União Europeia suspendeu a análise da fusão entre Boeing e Embraer por falta de dados
Antônio Milena/Agência Brasil
Comissão da União Europeia suspendeu a análise da fusão entre Boeing e Embraer por falta de dados

Os reguladores europeus suspenderam a análise antitruste sobre o plano da Boeing de investir na Embraer, alegando que não haviam recebido informações suficientes das fabricantes de aviões para permitir a fusão.

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Na investigação sobre o negócio, a Comissão Europeia alertou que o acordo pode eliminar a Embraer como a terceira maior concorrente global da Boeing e da Airbus, o que “pode resultar em preços mais altos e menos opções”.

A comissão da UE, um dos reguladores mais rígidos em relação às fusões , disse nesta segunda-feira (11) que “parou o relógio” e que uma revisão só pode ser reiniciada depois de obter as respostas necessárias.

O maior escrutínio coloca nova pressão sobre o plano da Boeing de ficar com uma participação de 80% em uma nova empresa com o controle da divisão de aviação comercial e de serviços da Embraer.

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Conheça o acordo buscado por Embraer e Boeing

A Embraer aceitou vender 80% de sua principal divisão, de aviação comercial, para a formação de uma joint venture com a norte-americana Boeing. O acordo permite, inclusive, que a Embraer possa mais adiante vender os 20% restantes, o que o próprio presidente Jair Bolsonaro já afirmou ver como "deixar que em cinco anos tudo seja repassado para o outro lado."

Em caso de aprovação, a Embraer terá poder de decisão para temas específicos que foram definidos em conjunto, como a transferência das operações do Brasil. A empresa espera um resultado de aproximadamente US$ 3 bilhões com a operação. O negócio é avaliado em cerca de US$ 5,26 bilhões.

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Embraer e Boeing buscam, juntas, unir o melhor de cada uma e organizar uma grande e forte empresa, que seja capaz de competir internacionalmente e se destacar no setor de aviação. Enquanto a companhia brasileira lidera o mercado de jatos regionais, com aeronaves equipadas para voar distâncias menores, a gigante norte-americana é a principal fabricante de aeronaves comerciais para voos longos.

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