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Companhia registrou lucro de R$ 6,5 bilhões no 3º trimestre deste ano, mas no acumulado do ano, mineradora acumula prejuízo de R$ 264 milhões

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Reprodução
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Depois de dois prejuízos consecutivos no primeiro e segundo trimestre do ano, após o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, a mineradora Vale reportou lucro de R$ 6,5 bilhões no terceiro trimestre.

Segundo a mineradora, o resultado foi positivo porque as provisões de R$ 7,8 bilhões relacionadas à ruptura da barragem de Brumadinho, à descaracterização da barragem de rejeitos de Germano e à Fundação Renova, todas foram reconhecidas no segundo trimestre.

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No ano, até setembro, a Vale acumula prejuízo líquido de R$ 264 milhões, resultado das provisões e despesas com Brumadinho, que chegaram a R$ 24,1 bilhões.

A mineradora informou que entre julho e setembro não foram feitas provisões adicionais por conta do desastre. Mesmo assim, a companhoa gastou R$ 893 milhões com "serviços de comunicação, acomodação e assistência humanitária, equipamentos, serviços jurídicos, água, ajuda alimentícia, impostos, entre outros".

"No terceiro trimestre, avançamos para a estabilização do nosso negócio e avançamos com o objetivo de reparação integral de Brumadinho. A descaraterização de nove barragens a montante continua, com a conclusão da primeira barragem prevista para o primeiro trimestre de 2020",  comentou Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da companhia em comunicado divulgado ao mercado.

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O resultado do terceiro trimestre representa uma alta de 13,71% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Indenizações

A Vale informou que até setembro, os principais acordos para indenizações civis e trabalhistas , que totalizaram R$ 2,25 bilhões, já haviam sido pagos em compensações por danos materiais e morais, individuais e coletivos, segundo a Vale.

No período, as receitas da empresa foram de R$ 40 bilhões - o que representa um aumento de 13% na comparação com o trimestre anterior e de 7,4% em relação a 2018. A dívida bruta totalizou US$ 14,786 bilhões ao final do terceiro trimestre, uma queda de US$ 1,004 bilhão na comparação com os três meses anteriores.

O recuo do endividamento ocorreu pela liberação de caixa bloqueado no valor de US$ 1,8 bilhão e por conta da forte geração de caixa no período, informou a companhia.