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Encontro nesta sexta entre Trump e Liu He, vice-primeiro-ministro chinês, pode selar acordo entre as duas maiores economias do mundo

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Joyce N. Boghosian/White House
EUA e China chegaram a acordo que pode dar trégua à guerra comercial

Os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo parcial nesta sexta-feira (11) que pode representar uma trégua à guerra comercial entre os dois países, que se arrasta desde o início de 2018 e poderia enfim ter um acordo amplo assinado por Donald Trump e Xi Jinping, presidentes das duas maiores economias do mundo.

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Como parte do acordo, a China concordaria com algumas concessões agrícolas e os EUA reduziriam as tarifas impostas sobre produtos chineses. Provisório, o acordo está sujeito a alterações. Nesta tarde, Trump deve encontrar Liu He, vice-primeiro-ministro chinês, para negociações.

Já nesta sexta, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmou que as duas partes tiveram "dois dias produtivos de discussão", e deu a entender que o otimismo do mercado financeiro mundo afora era condizente com a realidade. "O mercado de ações está sempre certo", defendeu.

Em coletiva de imprensa, Mnuchin também disse que, juntamente com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, terá reunião com Trump , e depois todos irão para o encontro com o vice-premiê chinês, Liu He .

As negociações foram tratadas também por Trump em seu Twitter nesta sexta. De acordo com o presidente norte-americano, "coisas boas" estavam acontecendo nas reuniões. Ele disse ainda que, caso os dois países cheguem a um acordo, seria capaz de assiná-lo sem longo processo de aprovação do Congresso.

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Durante a guerra comercial , tanto EUA quanto China aplicaram impostos extras sobre produtos e Trump chegou a ameaçar as taxas sobre cerca de US$ 250 bilhões em produtos chineses de 25% para 30%. A expectativa do mercado é que o acordo costurado acabe com essa possibilidade e aproxime as maiores economias do mundo.