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"Não somos uma potência, então temos que saber os momentos de avançar e recuar", admitiu o vice-presidente após promessa de apoio não ser cumprida

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Adnilton Farias/VPR - 21.05.2019
Mourão minimizou 'não' e disse que EUA ainda apoiam entrada do Brasil na OCDE

Em viagem a Roma, onde assistirá a cerimônia de canonização da irmã Dulce, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta sexta-feira (11) que os Estados Unidos continuam apoiando a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), embora o governo norte-americano tenha dado respaldo à candidatura argentina para entrada na organização neste primeiro momento.

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Em março, em visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à Casa Branca, o presidente norte-americano Donald Trump prometeu respaldar a entrada do Brasil na OCDE . Os EUA, no entanto, anunciaram nesta semana apoio à candidatura da Argentina.

"Houve uma promessa do governo dos EUA de apoiar a entrada do Brasil. E ela continua. Anualmente, entra um da América Latina e um da Europa. A Argentina estava na frente, ela foi na frente. O Brasil está na fila", afirmou.

Segundo Mourão, o Itamaraty exerce um "pragmatismo flexível": "Nós não somos uma potência, ainda, para interferir no domínio das relações internacionais. Somos um país emergente, então temos que saber os momentos de avançar, recuar", admitiu.

Mourão destacou que o mundo vive uma "tensão", que é fruto da guerra comercial entre a China, maior parceira do Brasil, com um fluxo anual de mais de mais de US$ 100 bilhões, e os EUA, "o farol da democracia ocidental".

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"Este é o ponto focal da relação brasileira com o governo americano", afirmou, negando que haja um alinhamento automático entre a diplomacia de Brasília e Washington.