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Guerra comercial entre Estados Unidos e China segue ditando o ritmo do mercado, que espera redução das tarifas entre as duas maiores economias

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Dólar opera instável nesta sexta e opera abaixo de R$ 4,10

O dólar comercial opera instável no último pregão da semana, operando em patamar abaixo dos R$ 4,10. A moeda americana é negociada a R$ 4,0918, com variação negativa de 0,41%. Por sua vez, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo, avança 1,98%, aos 103.829 pontos. Desdobramentos a respeito da guerra comercial dão o tom no mercado nesta sexta-feira (11).

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Na véspera, começou mais uma rodada de conversas entre as autoridades de Pequim e Washington cujo objetivo é dar fim à tarifação comercial entre os dois países. O americano Donald Trump afirmou, na quinta, que as conversas com os representantes chineses "caminharam muito bem" e que ambos os lados tiveram uma negociação "muito boa".

As conversas entre os dois países seguem nesta sexta. Embora o mercado não aposte em um fim da guerra comercial após este encontro, a expectativa é que as sobretaxas sejam diminuídas e que o ambiente externo fique menos conturbado.

"Os mercados, desde ontem, já estavam respondendo às conversas entre Estados Unidos e China . O próprio Trump, depois do fechamento dos mercados, disse que a situação estava evoluindo. Com o quadro internacional melhorando, os mercados respondem positivamente", destaca Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.

Destaques da Bolsa

A melhora, por ora, no cenário externo, contribui para que as empresas de commodities listadas no Ibovespa operem com ganhos nesta sexta-feira.

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As ações ordinárias (ON, com direito a voto) e preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras avançam, respectivamente, 1,41% e 1,38%. A alta vem na esteira da valorização do preço do petróleo no mercado externo. O barril do tipo Brent sobe 1,27%, valendo US$ 59,85. A Vale, exportadora de minério de ferro, registra ganhos de 2,1% neste pregão.