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Acompanhado de sua mãe e sua irmã de dois anos, o garoto tentou adentrar o prédio para buscar um brinquedo caído e foi barrado por dois seguranças

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Divulgação
Procon-SP notificou o shopping Bourbon após mãe denunciar racismo envolvendo filho de 11 anos

O Procon-SP notificou nesta segunda-feira (30) o shopping Bourbon a explicar o tratamento dado a uma criança de 11 anos, que foi impedida de entrar no espaço situado na zona oeste da capital paulista no último dia 25 de setembro. Acompanhada da sua mãe e da irmã de dois anos, a criança foi barrada pela segurança, e a mãe contatou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por preconceito racial.

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"A empresa deverá explicar o que aconteceu e quais os procedimentos administrativos adotados após o ocorrido, quais os critérios de contratação de serviços de segurança e qual a política interna de treinamento de funcionários e prestadores de serviços quanto aos direitos e garantias do consumidor", disse o Procon em nota.

De acordo com o órgão, "o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo."

A denúncia de racismo

De acordo com a denúncia, veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo no último sábado (28), o menor tentou entrar no local para pegar um brinquedo da irmã mais nova que havia caído no chão, mas foi cercado por dois profissionais da segurança local e impedido de adentrar o prédio.

Aline Cristina Santos, mãe das crianças, contou aos policiais que, após seu filho mais velho se oferecer a buscar o brinquedo caído no interior do shopping, os seguranças afirmaram que não iriam deixar a criança entrar, pois ele iria pedir dinheiro no estabelecimento.

A polícia diz que o segurança que abordou o menino, Bruno Silva, vai ser investigado por preconceito racial , crime com pena prevista de um a três anos de prisão e multa.

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Em nota, o shopping defendeu que "os seguranças agiram em conformidade à orientação de abordar qualquer menor de idade desacompanhado que ingresse no shopping" e a admistração assegurou que "repudia qualquer forma de racismo ou ato discriminatório". Notificada nesta segunda (30), a empresa tem até 72 horas para responder ao Procon-SP .