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Milhares de pessoas estão indo as ruas para reivindicar maior liberdade política e social em um dos principais centros financeiros da Ásia

IstoÉ Dinheiro

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Reprodução/ irish time
Os protestos em Hong Kong ganharam o apoio de funcionários públicos e famílias

A crescente onda de manifestações em Hong Kong começa a atingir empresas e varejos e gera desconfiança aos investidores. Há mais de dois meses milhares de pessoas estão indo as ruas para reivindicar maior liberdade política e social em um dos principais centros financeiros da Ásia, interrompendo o transporte público e afetando o crescimento econômico. Na última segunda-feira (5), mais de 14 mil pessoas se juntaram aos manifestantes na maior greve-geral de Hong Kong desde a sua volta à China, em 1997.

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As lideranças convocaram a população para mais protestos neste fim de semana. Para as autoridades locais, o cenário de instabilidade pode causar mais estragos à economia da ilha do que a epidemia do vírus Sars, em 2003.

“Ele não só afetou a reputação de Hong Kong como um centro financeiro internacional, mas também as pequenas e médias empresas, e, mais importante, minou a segurança na subsistência das pessoas comuns de Hong Kong”, publicou a Câmara Geral de Comércio local em um comunicado nesta semana.

Empresas de diversos segmentos tiveram suas operações impactadas pelos atos. A companhia área com base em Hong Kong, Cathay Pacific, teve aproximadamente 200 voos cancelados nesta semana. Novos compromissos também devem ser suspensos caso as manifestações continuem, afirmou a empresa.

A Prada, em comunicado, afirmou que as vendas foram “impactadas negativamente pela agitação social em Hong Kong ”, enquanto a Swatch justificou “turbulência política” como fator para a queda nas vendas. Já o CEO da Disney, Bob Iger, externou preocupação e afirmou que as manifestações são significativas.

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O banco britânico HSBC, com forte presença na ilha, foi obrigado a fechar temporariamente algumas unidades devido aos protestos. Segundo o diretor financeiro Ewen Stevenson, a continuidade das manifestações pode impactar severamente os resultados.

“Se a situação atual continuar por um período prolongado, isso terá impacto na confiança”, disse.