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Objetivo da medida é tranquilizar setor da construção civil sobre financiamento da casa própria e injetar R$ 30 bilhões no FGTS. Fundo de Investimento (FI-FGTS) foi criado na era Lula e foi alvo da Lava Jato.

Agência da Caixa Econômica Federal arrow-options
Arquivo/Agência Brasil
Caixa Econômica Federal é a gestora do Fundo que deve deixar de existir

Para ganhar o apoio dos empresários da construção civil, que resistem a uma liberação mais ampla dos saques do FGTS, o governo prometeu aos empresários reforçar o orçamento para a habitação nos próximos anos, especialmente para as faixas do programa Minha Casa Minha Vida que têm condições de tomar financiamento.

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Para isso, uma das medidas em análise é acabar com o fundo de investimento (FI-FGTS) voltado para infraestrutura, o que poderia aumentar os recursos do FGTS em pelo menos R$ 30 bilhões . Segundo fontes a par das discussões, a ideia é que a Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo, venda no mercado todos os seus papéis.

Criado na gestão petista, o FI-FGTS, foi alvo da operação Lava Jato com suspeita de operações ilícitas. As investigações apontam a liberação de recursos para as empresas em troca do pagamento de propina.

Um dos motivos do adiamento do anúncio do saque do FGTS para a próxima semana foi a pressão do setor da construção civil, diante do temor de que a medida afetaria os recursos para o setor de habitação.

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Ficou acertado com integrantes da equipe econômica e da Casa Civil que as retiradas dos saldos das contas vinculadas serão autorizadas com cautela para evitar dilapidar o fundo dos trabalhadores. Além disso, o anúncio deverá ser acompanhado de medidas estruturantes, como por exemplo, retenção de saques nas  demissões sem justa causa.

A proposta está sendo refeita e o martelo deverá ser batido entre segunda-feira e terça-feira da próxima semana. A Caixa passará a participar da elaboração das medidas e da elaboração do cronograma de saques, que deverá obedecer a data de aniversário das contas.