Tamanho do texto

Presidente disse ter humildade para reconhecer suas limitações e cutucou os "economistas do passado" que, na sua opinião, levaram o Brasil à derrocada

jair bolsonaro
Marcos Corrêa/PR - 5.7.19
"Eu tenho humildade para reconhecer. Os outros que nasceram para ser presidentes estão presos", cutucou Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a admitir nesta sexta-feira (5) que é ingênuo quando o assunto é política econômica. No dia anterior, para minimizar a tentativa do presidente de emplacar regras mais brandas de aposentadoria para policiais federais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também disse que Bolsonaro tem "uma ingenuidade ou outra" no tema.

Leia também: Bolsonaro diz sofrer "ataques da esquerda" por defender trabalho infantil

"Quando se fala em economia, eu sou ingênuo mesmo", discursou Bolsonaro . "Eu tenho humildade para reconhecer. Os economistas do passado quebraram o Brasil. Quando eu falei que não nasci presidente, eu levei críticas. Os outros que nasceram para ser presidentes estão presos, respondendo processo e estocando vento", completou, fazendo referência aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT.

O comentário de Paulo Guedes , por sua vez, foi feito durante um evento em São Paulo nesta quinta-feira (4). Na ocasião, o ministro disse que não tem visto "um milímetro de comportamento" que desabone Bolsonaro, a não ser "uma ingenuidade ou outra". Segundo Guedes, o presidente sempre pede: "Não dá para ajudar aquele ali não?".

Em abril, durante um evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro já havia dito que não nasceu para ser presidente , mas sim militar. Em tom de brincadeira, ele reclamou das dificuldades de ocupar o cargo. "Desculpem as caneladas, mas no momento estou nessa condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum", declarou.

Reforma da Previdência

Após o texto-base da reforma da Previdência ter sido aprovado na comissão especial – e sem regras de aposentadoria mais brandas para policiais federais –, Bolsonaro adiantou que "possíveis equívocos" poderão ser corrigidos na próxima etapa, quando o projeto for discutido no plenário da Câmara dos Deputados. "Tem equívoco, mal-entendido. A reforma da Previdência  ainda não acabou , depois da Câmara ainda tem Senado", disse o presidente.