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Como impacto da medida, segundo secretário, o governo brasileiro prevê um ganho total na corrente de comércio da ordem de US$ 1 trilhão em 15 anos

acordo entre mercosul e uniao europeia
Alan Santos/PR - 29.6.19
Coletiva Mercosul-UE

O Ministério da Economia informou nesta segunda-feira (1º) que o  acordo comercial assinado entre Mercosul e União Europeia na semana passada prevê que os europeus eliminem, em até dez anos, as tarifas aplicadas a 92% dos produtos comprados do bloco sul-americano. Em contrapartida, o Mercosul aplicará tarifa zero a 72% dos produtos oriundos da União Europeia.

Segundo Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, as alterações previstas pelo acordo podem trazer um incremento de R$500 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 15 anos. "Com o impacto total do aumento das exportações e das importações, prevemos um ganho total na corrente de comércio da ordem de US$ 1 trilhão em 15 anos", disse.

Ainda segundo Ferraz, o ganho adicional também atinge a seara dos investimentos nos dois blocos, com ganhos de R$453 bilhões no mesmo período.

O Ministério da Economia também informou que uma série de produtos comercializados entre os dois blocos terá taxa zero em importações e exportações dentro de dez anos. As tarifas de cerca de 72% dos produtos industriais importados da União Europeia  serão eliminadas. No Mercosul, a queda da taxa vai atingir 100% dos produtos industriais fabricados na região e exportados aos europeus. 

Na seara agrícola, a previsão é que a União Europeia zere todas as tarifas de exportações oriundas de quase 82% dos produtos do Mercosul. Em troca, o Mercosul vai zerar as tarifas de cerca 67% do que vem da União Europeia.

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Ferraz destacou o fato de que existe uma assimetria nesse processo, chamado de "desgravação tarifária". A União Europeia zerará as tarifas para produtos industriais em até dez anos, e o Mercosul levará até 15 anos para chegar a 100% no mesmo setor.