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Segundo Rêgo Barros, para o presidente, deputados e senadores chegarão a consenso sobre BPC e Bolsa Família; governo pediu R$ 248 bilhões extras

Presidente Jair Bolsonaro
Carolina Antunes/PR - 4.6.19
De acordo com o governo, aposentadorias e programas sociais ficarão sem recursos caso crédito extra não seja aprovado


O porta-voz do Planalto, Otávio do Rêgo Barros, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acredita que os parlamentares vão chegar a um acordo sobre a necessidade da manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família e aprovar o projeto que libera um crédito extra de R$ 248 bilhões

Na tarde desta quarta-feira (5), sem consenso,  a votação sobre o tema foi adiada  na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso. O crédito extra pedido pelo governo federal é necessário para que a equipe econômica consiga pagar aposentadorias e benefícios sociais a partir do segundo semestre deste ano.

"O presidente Bolsonaro tem a crença de que os parlamentares vão aquiescer sobre a necessidade da manutenção do BPC e Bolsa Família para a parcela mais humilde da população, que serão afetados caso a solicitação do governo não venha a ser encampada pelo congresso", disse Barros. 

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Segundo o porta-voz, o governo trabalha para resolver o impasse do  crédito extra por meio do "diálogo e da busca pelo consenso". "A articulação do governo está resolvendo esse impasse por intermédio do diálogo e da busca por consenso, por entender claramente a importância da aceitação por parte do congresso da solicitação do governo", explicou.