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Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, defendeu que o governo eleva as relações com o país asiático a um patamar maior do que no passado

Chanceler Ernesto Araújo
Marcos Corrêa/PR - 3.5.2019
Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, disse que o governo busca fortalecer relação com a China

O chanceler Ernesto Araújo disse que o governo está elevando as relações com a China a um patamar ainda maior do que no passado e procura estreitar as relações. “Desejamos criar oportunidades novas [com a China] para os exportadores brasileiros e novas oportunidades para investimentos”, afirmou.

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Em entrevista durante jantar em homenagem ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, organizado pelas Frentes Parlamentares Brasil-China e Brics, nesta terça-feira (4), no Clube do Exército, Araújo ressaltou que não há nenhuma “contradição” em manter relações simultâneas e de alto nível do Brasil com a China e com os Estados Unidos, outro país que, segundo ele, mantém tradicionalmente um excelente fluxo de comércio e de investimentos com o Brasil.

"Não há contradição [entre parcerias simultâneas com a China e com os Estados Unidos]. Em ambos os casos podemos ter relações muito profícuas, não há nenhuma animosidade, não há problema algum”, defendeu o ministro das Relações Exteriores .

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Lembrando que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, o chanceler disse que o governo brasileiro está incentivando o crescimento do diálogo bilateral de forma a abrir “novas avenidas tanto no comércio quanto nos investimentos”.

O fluxo do comércio bilateral alcançou, em 2018,  US$ 98,9 bilhões de dólares. As exportações brasileiras alcançaram US$ 64,2 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 34,7 bilhões. Dados do Banco Central assinalam que, até o ano passado, a China tinha um estoque de investimentos de US$ 69 bilhões no Brasil. Os investimentos abrangem 155 projetos, especialmente nos setores de energia (geração e transmissão, além de óleo e gás), infraestrutura (portuária e ferroviária), financeiro, de serviços e de inovação.

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Para incentivar as relações bilaterais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deverá viajar em setembro deste ano para a China . O presidente chinês Xi Jinping também virá ao Brasil para participar da 11ª Cúpula do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de novembro, em Brasília.