Brasil Econômico

Empresário indignado
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ICE caiu para 91,8 pontos em maio


Em meio a um c enário de desemprego elevado  e baixo crescimento econômico, o Índice de Confiança Empresarial (ICE, medido pela FGV) recuou em maio e atingiu o menor nível desde outubro de 2018, período eleitoral no Brasil.

O ICE caiu para 91,8 pontos em maio, uma perda de dois pontos na comparação com o mês anterior. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, o índice acumula queda de 5,7 pontos, o que anula a alta de 6,3 pontos entre outubro de 2018 e janeiro deste ano.

Na avaliação de Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas do FGV/Ibre, os números demonstram que é possível que nos próximos meses a retomada da economia seja inda mais difícil.

"O resultado geral continua retratando uma economia com um nível de atividade fraco e, o que é pior, um quadro de relativo pessimismo com a possibilidade de uma aceleração consistente nos próximos meses. De certa forma esse pessimismo moderado pode estar contribuindo para manter a economia andando de lado neste segundo trimestre", afirmou.

Não são apenas os empresários que estão olhando com desconfiança para a economia brasileira. O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br, também da FGV) subiu em maio para 119,5 pontos, maior nível desde setembro de 2018.

Leia também: Economia brasileira recua 0,2% no primeiro trimestre, aponta IBGE

O que contribui para este cenário de desconfiança, entre outros aspectos, é a demora na tramitação da reforma da Previdência e as incertezas sobre sua efetiva economia. "É possível que o IE-Br recue nos próximos meses, quando se terá maior clareza quanto à aprovação da reforma da Previdência e com relação ao abrandamento das tensões entre Executivo e Legislativo", destacou Raíra Marota, pesquisadora do FGV/Ibre. 

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