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Número é 2% maior do que o mesmo período do ano passado; entre os endividados, mais da metade (51%) tem faixa-etária entre 30 e 39 anos

Homem sentado com contas na mão
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Maior parte dos brasileiros com contas em atraso está endividado com os bancos


O número de pessoas com contas em atraso no Brasil cresceu 2% mês de abril em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgados nesta terça-feira (14), no mês, 62.6 milhões de brasileiros estavam inadimplentes.

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Esse número, segundo a CNDL, representa mais de 40% da população adulta do País. Ou seja: quase metade dos brasileiros adultos estão com as  contas em atraso . Compostas na maior parte por dívidas com bancos (52%), essas pendências englobam cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos.

Depois dos bancos, as dívidas dos brasileiros estão mais presentes dentro dos segmentos do comércio (17%), de comunicações (12%) e de água e luz (10%).

Entre os endividados, a maior parte é jovem: o relatório aponta que 51% dos negativados ( 17,7 milhões de pessoas) tem entre 30 e 39 anos. Na população com idade entre 40 e 49 anos, por sua vez, 43% tem dívidas a pagar.

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Entre os mais jovens, com idade de 18 a 24 anos, a proporção cai para 16% ou 4 milhões de pessoas. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção
é de 33%.

Para o o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, as dívidas aparecem em maior número no início e meio da fase mais madura da vida, uma vez que  é nela em que se encontram as maiores responsabilidades. “É justamente nessa fase da vida em que a corrida ao crédito acaba sendo inevitável, pois muitos já constituíram família, possuem filhos e assumem mais compromissos financeiros. Em um momento de crise, pode ser difícil equilibrar o orçamento se não houver controle e disciplina”, explica.

Outro número calculado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o volume de dívidas em nome de pessoas físicas. Os dados apontam que houve uma queda de 1,23% em abril deste ano na comparação com 2018. É o quarto mês seguido em que foi registrado um recuo no Indicador de Inadimplência PF.

A queda do número de dívidas, em contraste com o avanço do número de devedores, resultou no recuo do número médio de dívidas, que passou de 1,927 em abril do ano passado para 1,866 em abril de 2019.

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Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, embora o crescimento das c ontas em atraso no País ainda persista, nota-se que o ritmo desse avanço menor e acontece em paralelo com o crescimento do saldo de crédito, segundo dados do Banco Central. “Por muito tempo, o aumento da inadimplência foi mitigado pela restrição do crédito. Agora, a desaceleração acontece em um contexto de retomada das concessões, o que indica um cenário melhor para mercado do crédito”, analisa.