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Para o executivo, a reforma é importante, mas outras medidas de ajuste fiscal são necessárias para que o Brasil retome sua trajetória de desenvolvimento

presidente do santander
Divulgação
"[A nova Previdência] É uma sinalização importante, mas outras medidas são necessárias", disse o presidente do Santander

O presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, afirmou nesta terça-feira (30) que a reforma da Previdência não pode ser encarada como uma "bala de prata" para a solução dos problemas fiscais do País e que outras iniciativas terão que ser tomadas para o equilíbrio fiscal.

"A reforma da Previdência não é uma bala de prata. É uma sinalização importante para mostrar o comprometimento fiscal, mas outras medidas são necessárias", avaliou o executivo durante o evento de divulgação dos resultados do banco à imprensa.

Rial afirmou ainda que as revisões para baixo do crescimento da economia , uma das consequências do atraso na tramitação da reforma da Previdência, afeta também o mercado de crédito, em especial a demanda das grandes empresas.

"A atividade bancária é absolutamente atrelada ao crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]. Um PIB maior significa maiores investimentos e  mais demanda por crédito. À medida que o crescimento não está na velocidade que imaginávamos, tem um impacto no crédito", explicou. 

A carteira de crédito do banco terminou o trimestre em R$ 386,9 bilhões, um crescimento de 9,3% em 12 meses. Essa expansão se deu basicamente pelas operações com pessoas físicas. Para o CEO, esse número deve ultrapassar os R$ 400 bilhões até o final do ano, o que significaria um crescimento de apenas 3,3%.

"Espero ultrapassar os R$ 400 bilhões. Não é uma meta, é uma ambição natural", revelou, acrescentando que são as operações para as empresas que podem fazer a diferença positiva nesse montante. O lucro líquido gerencial, por sua vez, foi de R$ 3,485 bilhões no primeiro trimestre, uma alta de 21,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Rial ainda vê de forma positiva o menor apetite dos bancos públicos, que permite o aumento de participação em determinados segmentos. "Fica muito claro para nós a oportunidade no agronegócio . São sinais concretos que o banco está se interiorizando", afirmou.