Brasil Econômico

HOmem colocando gasolina no carro
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Entre janeiro e março deste ano, o preço da gasolina nas refinarias aumentou 31%; mesmo aconteceu com o diesel, que subiu 24,5%


O preço da gasolina nas refinarias brasileiras ja subiu 31% neste ano. O número foi alcançado depois do último reajuste da Petrobras , que aumentou na terça-feira (23) o valor do combustível em 2,046%. 

O reajuste de ontem foi o primeiro feito em 18 dias, motivado pelo avanço da cotação do petróleo no mercado internacional, do dólar e do frete marítimo. Com isso, o preço da gasolina já acumula alta de 30,9%, em média, nas refinarias deste ano, passando de R$ 1,5087 o litro, no início de janeiro, para R$ 1,975 neste mês.

O consumidor, porém, não sentiu no bolso integralmente esta variação. Alguns fatores explicam esse descolamento: o preço da gasolina nas refinarias representa apenas 32% do valor vendido nas bombas. O valor total inclui impostos (45%), álcool anidro (13%) e margens de revenda e distribuição (10%).

Maria Aparecida Schneider, presidente do Sindcomb Rio, que representa os postos na cidade do Rio de Janeiro, destaca que os preços do combustível são livres no Brasil, e que cabe aos empresários decidir o valor que será praticado. Ela pondera, porém, que a crise econômica contribui para conter abusos. "As vendas dos postos estão em queda, e as pessoas têm alternativas procurado alternativas como transportes coletivos e aplicativos. Hoje, não há dinheiro. Não tem justificativa para um posto atuar de forma abusiva. Ele precisa do consumidor", explica.

Já o preço do diesel  registrou aumento médio acumulado no ano de 24,5%, passando de R$ 1,8042 por litro, no início de janeiro, para os atuais R$ 2,2470. Na última segunda-feira (22), o governo  fechou um acordo com os caminhoneiros para evitar nova paralisação da categoria. Um dos pontos acordados foi atrelar a tabela de frete ao diesel, para evitar que os ganhos com o frete sejam corroídos pelo aumento do combustível

Apesar dos aumentos, o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, diz que gasolina e diesel ainda estão com preços cobrados pela Petrobras abaixo da paridade internacional, o que, segundo ele, inviabiliza a importação por terceiros.

"O fato de a Petrobras estar publicando os preços em todos os pontos de venda é um avanço na transparência. Mas os preços estão abaixo da paridade internacional. O preço da gasolina precisaria aumentar de R$ 0,07 a R$ 0,12 por litro, dependendo do local", afirmou.

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