Tamanho do texto

Ideia é retirar do texto as mudanças mais polêmicas, como as do FGTS e do abono salarial; plano foi elaborado em reunião na casa de Rodrigo Maia

paulinho da força
Valter Campanato/Agência Brasil
"Nossa proposta é de já retirar [da nova Previdência] o FGTS e o abono salarial", revelou o deputado Paulinho da Força (SD)

O centrão propôs, nesta terça-feira (16), alterar pontos da reforma da Previdência já na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados para acelerar o calendário e votar o projeto ainda nesta semana.

Leia também: Governo vai tomar um cacete, diz Major Olimpio sobre reajuste do salário mínimo

As propostas foram alinhadas em uma reunião na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que defendeu publicamente votar a reforma da Previdência na CCJ já nesta quarta (17). Um acordo fechado ontem previa que a votação ficasse para depois da Páscoa.

A ideia do centrão é já retirar do texto a chamada desconstitucionalização, gatilhos incluídos na proposta do governo que permitem futuras mudanças na Previdência sem precisar de alterações constitucionais. Também seriam retirados de imediato temas "estranhos" à Previdência, como as alterações no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)  e no abono salarial.

"A nossa proposta é de já retirar a desconstitucionalização, o FGTS e o abono. Mas a oposição ainda não aceitou", revelou o deputado Paulinho da Força, do Solidariedade (SD).

Para topar o acordo, a oposição deseja retirar também o trecho que permite a criação de um regime de capitalização , mas não houve acordo sobre este ponto por parte dos aliados de Rodrigo Maia. A oposição ainda analisa se aceita a proposta feita pelo centrão ou manterá a obstrução.

Apenas com os oposicionistas falando, a sessão já ultrapassaria as 22 horas nesta terça-feira. Deputados de diferentes matizes afirmam que, sem acordo para a oposição retirar a obstrução da votação, não seria possível analisar a proposta amanhã porque muitos deputados deixarão Brasília neste dia para desfrutar do feriado prolongado.

Leia também: Governo quer usar prédios da Esplanada como outdoors para nova Previdência

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL), afirmou mais cedo que há a intenção de defender o relatório do deputado Marcelo Freitas (PSL) pela admissibilidade de toda a reforma da Previdência , mas admitiu que nada em política é definitivo, reconhecendo haver margem para a negociação.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.