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Quatro ministros devem participar do encontro desta tarde; após ação do presidente para vetar reajuste no diesel, as ações da Petrobras despencaram

Jair Bolsonaro no Planalto
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro se reúne hoje com ministros após intervenção na Petrobras

Após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ligar para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pedindo a suspensão de um reajuste no preço do óleo diesel programado para a última sexta-feira (12), ministros discutirão na tarde desta segunda-feira (15), no Palácio do Planalto, a política de preço dos combustíveis e os impactos de intervenções do estado na economia.

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Segundo a Casa Civil, o encontro está marcado para as 14h30, com a presença de:

  • Paulo Guedes, ministro da Economia;
  • Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil;
  • Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo;
  • Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia; e
  • Floriano Peixoto Vieira Neto, ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Representantes da Petrobras e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também são esperados no encontro, que tende a ser uma espécie de prévia para o encontro anunciado para amanhã entre o presidente, ministros e Petrobras para discutir os aspectos técnicos da decisão da estatal que levaria ao  reajuste de 5,7% no preço do diesel nas refinarias.

A intervenção de Bolsonaro foi comparada às de Dilma Rousseff (PT), que era adepta de uma política de preços mais intervencionista do que a adotada pelo governo de Michel Temer (MDB). O vice-presidente Hamilton Mourão disse, em entrevista à rádio CBN , no entanto, se tratar de uma coisa "pontual", como uma justificativa a uma ação de controle de preço vinda de um um governo que se diz liberal economicamente.

Em resposta a essa ligação com a ex-presidente, Bolsonaro foi enfático e reforçou que não entende de economia, mas disse que "quem entendia afundou o Brasil". O presidente afirmou ainda que não defende práticas intervencionistas nos preços dos combustíveis , mas pediu uma justificativa baseada em números, alegando que o aumento era superior à inflação projetada para o período.

O receio de uma nova  greve dos caminhoneiros pode ser um dos motivadores para a intervenção, já que o óleo diesel acumula alta de preço, uma das reclamações da categoria que, em 2018, paralisou rodovias e interrompeu o transporte de alimentos, combustíveis e outros produtos no País, trazendo grande impacto para a economia.

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A intervenção trouxe uma série de problemas para a Petrobras . Além de não ter feito o reajuste programado no diesel, a estatal viu suas ações caírem mais de 8% na última sexta-feira, o que representa a perda de R$ 32 bilhões no valor de mercado da empresa .