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As altas mais expressivas foram registradas em Brasília, Florianópolis e São Luís; com preço médio de R$ 509,11, São Paulo tem a cesta mais cara do País

cesta básica
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo o Dieese, os menores preços da cesta básica foram observados em Salvador (R$ 382,35) e Aracaju (R$ 385,62)

Em março, o custo da cesta básica subiu em todas as capitais pesquisadas, como mostra o resultado do levantamento feito mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em 18 capitais. As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (11,09%), Florianópolis (7,28%), São Luís (7,26%) e Curitiba (7,20%).

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A capital com a cesta básica mais cara foi São Paulo (R$ 509,11), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 496,33) e Porto Alegre (R$ 479,53). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 382,35) e Aracaju (R$ 385,62).

Nos 12 meses encerrados em março, todas as cidades acumularam alta, sendo as mais expressivas em Goiânia (20,25%), Salvador (18,42%) e Brasília (17,39%). O mesmo aconteceu nos primeiros três meses de 2019, sendo Recife (17,85%), Vitória (17,84%) e Natal (16,87%) os destaques negativos. A menor alta acumulada foi registrada em Porto Alegre (3,19%).

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O preço do quilo da carne bovina de primeira, segundo a pesquisa do Dieese, diminuiu em 11 cidades e subiu em sete

Entre fevereiro e março de 2019, os preços dos produtos  in natura  ou semielaborados apresentaram tendência de alta, com destaque para tomate, batata (pesquisada na Região Centro-Sul), feijão e banana. Já as cotações da carne bovina de primeira e do açúcar tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

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  • Tomate

O preço do quilo do tomate aumentou em todas as capitais de fevereiro para março. As taxas variaram entre 10,12%, em Campo Grande, e 54,33%, em Florianópolis. Nos últimos 12 meses, as altas acumuladas oscilaram entre 10,09% em Porto Alegre e 58,59% no Recife. A redução da oferta devido ao fim da safra de verão explica a elevação expressiva dos preços no varejo.

  • Batata

A batata também encareceu em todas as cidades pesquisadas. Os aumentos mais expressivos foram registrados em Brasília (79,11%), Porto Alegre (34,27%) e São Paulo (20,84%). Em 12 meses, as taxas acumuladas variaram entre 52,68% em Goiânia e 130,92% em Belo Horizonte. A menor oferta de batata, com as chuvas e o fim da safra das águas, é a responsável pela alta nos preços.

  • Feijão

O preço médio do feijão, por sua vez, subiu em 17 das 18 capitais analisadas pelo Dieese. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, só não apresentou aumento em Campo Grande (-10,92%). Destacam-se as elevações em Brasília (102,13%), Belém (26,55%) e São Luís (17,55%).

Já o feijão preto , pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, apresentou elevação de valor entre 6,94% em Porto Alegre e 19,84%, em Curitiba. Nos 12 meses encerrados em março, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta acima de 100% em todas as capitais, com taxas variando entre 112,84% em Aracaju e 191,44% em Belém.

As variações acumuladas do tipo preto também foram positivas, mas em patamares menores: entre 37,93% no Rio de Janeiro e 69,27%, em Vitória. A redução da área plantada do feijão carioca na chamada safra das águas e as chuvas intensas diminuíram tanto a disponibilidade quanto a qualidade do grão. No caso do tipo preto, o aumento médio de cotação se deu pela maior demanda, uma vez que o consumidor substituiu o grão carioca pelo preto.

  • Banana

Já a dúzia da banana aumentou em 15 cidades e diminuiu em três. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma média ponderada dos preços. As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (35,04%), Belo Horizonte (20,79%), Curitiba (18,98%) e Campo Grande (18,32%).

O encarecimento das bananas prata e nanica se deve pela diminuição da oferta, causada principalmente por problemas climáticos. No caso da nanica, também houve uma antecipação de safra por causa do calor. Segundo a pesquisa do Dieese, os preços aumentaram no varejo na maior parte das cidades.

  • Carne

O preço do quilo da carne bovina de primeira diminuiu em 11 cidades e subiu em sete. Os recuos variaram entre -2,71%, em Brasília, e -0,22%, em Curitiba. A maior alta foi registrada em Vitória (1,39%). Em 12 meses, o produto teve alta em 17 cidades, entre 1,24%, em Belém, e 11,75%, em Goiânia. A única redução ocorreu em Florianópolis (-1,60%).

O comportamento dos preços é justificado pela maior oferta de animais abatidos e pela queda no preço dos insumos, que aumentou o volume de carne comercializada e diminuiu os valores praticados no varejo.

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  • Açúcar

O quilo do açúcar diminuiu em dez cidades, ficou estável em Belo Horizonte e João Pessoa e aumentou em seis capitais. As quedas mais expressivas foram registradas em Florianópolis (-5,99%) e São Paulo (-5,96%). A maior alta ocorreu em Brasília (6,35%). Entre os meses de março de 2018 e 2019, o preço do açúcar subiu em 11 cidades, com variações entre 3,26% em Fortaleza e 30,87% em Goiânia.


*Com informações da Agência Brasil