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Equipe econômica prometeu enviar projeto ao Congresso nesta semana; presidente reforça pedido de "sacrifícios" da categoria em nome da reforma

Presidente Jair Bolsonaro disse que ainda não teve acesso à redação de projeto sobre Previdência de militares
Marcos Corrêa/PR - 7.3.19
Presidente Jair Bolsonaro disse que ainda não teve acesso à redação de projeto sobre Previdência de militares

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse neste domingo (17) que ainda não viu a proposta desenvolvida pela sua equipe econômica para a reforma da aposentadoria dos militares. A entrega do projeto ao Congresso é prometida para ocorrer na quarta-feira (20), mas a declaração do presidente pode prenunciar atraso nessa ação.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Jair Bolsonaro renovou a mensagem de que serão necessários "sacrifícios" de todos. "Informo que ainda não me foi apresentado a versão do projeto de lei que trata da Previdência dos militares. Possíveis benefícios, ou sacrifícios, serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações. Vamos valorizar e unir a tropa no ideal de melhor servir à Pátria", escreveu o presidente.

Bolsonaro desembarcou neste domingo (16) em Washington , nos Estados Unidos, onde permanecerá até a terça-feira (19) para reunião com o presidente americano, Donald Trump.

A ressalva do capitão da reserva do Exército quanto ao seu desconhecimento sobre a proposta que altera regras para a aposentadoria dos militares pode impactar a tramitação da própria proposta de reforma da Previdência. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, (DEM-AP) , já condicionaram reiteradas vezes a votação do pacote de mudanças nas regras para aposentadoria à entrega do projeto específico para os militares.

Nessa última semana, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, assegurou que o projeto de lei seria entregue na quarta-feira aos deputados. “Em 20 de março, será entregue o projeto que trata da reestruturação das Forças Armadas. Policiais e corpos de bombeiros terão as mesmas regras, o que pode trazer um alívio para os governos estaduais", afirmou.

Leia também: Governadores do Sul e Sudeste anunciam apoio à reforma da Previdência

A tramitação da PEC da Nova Previdência já está vagarosa neste momento, já que há pressão de lideranças no Congresso para que o governo apresente o PL com as novas regras de aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas. Até mesmo parlamentares de partidos alinhados ao governo Bolsonaro  exigem que as reformas de civis e militares tramitem no Legislativo simultaneamente, mesmo que não estejam no mesmo texto – a de civis, é uma PEC, já a dos militares é um PL, mais simples de ser aprovado.