Brasil Econômico

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Camila Domingues/Palácio Piratini/Divulgação
Segundo dados divulgados pelo IBGE, mais de 318 mil pessoas perderam o emprego entre outubro de 2018 e janeiro deste ano


A taxa de desemprego no Brasil cresceu em janeiro. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,7 milhões de brasileiros estavam sem emprego no no trimestre entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, o equivalente a 12% da população apta para trabalhar.

Esse é o maior número de desocupados registrado desde agosto do ano passado. O número também é mais alto quando comparado com a taxa de desemprego no Brasil do mês imediatamente anterior (dezembro de 2018), que foi de 11,6%, resultando em 12,2 milhões de pessoas desempregadas .

O aumento no número de brasileiros desempregados é principalmente influenciado, em janeiro, pelo vim das vagas temporárias de trabalho, que normalmente surgem antes das festas de fim de ano. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE , Cimar Azeredo, a sazonalidade é comum nesta época do ano. “Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação", explicou.

Apesar disso, o coordenador afirmou que este trimestre fechado em janeiro foi “menos favorável” que os mesmos períodos de 2018 e 2017. “Ano passado houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados”, declarou.

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Em relação ao trimestre anterior, de agosto a outubro de 2018,  quando marcava 11,7%, a taxa de desemprego aumentou 0,3 ponto percentual (p.p), o que significa um crescimento de 2,6% (mais de 318 mil pessoas) no número de desocupados. Já a população ocupada (92,5 milhões) caiu 0,4 p.p em relação ao trimestre anterior, o que significa uma diminução de 354 mil pessoas empregadas.

Com desemprego no Brasil em alta, cresce números de trabalhadores por contra própria

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Aaron Favila/Agência Pública
Aumento de desemprego no Brasil gerou maior número de trabalhadores por conta própria; apesar disso, número de pessoas sem carteira assinada caiu


O montante de trabalhadores por contra própria aumentou 1,2% (mais 291 mil pessoas) em relação ao último trimestre pesquisado, contendo, agora, 23,9 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (novembro de 2017 a janeiro de 2018), a alta foi de 3,1% (719 mil pessoas a mais).

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Apesar do aumento da taxa de desemprego no Brasil , o número de empregados com carteira assinada ficou estável, reunindo 32,9 milhões de pessoas. A quantidade de trabalhadores sem carteira diminuiu em 321 mil pessoas (-2,8%), resultando em 11,3 milhões de funcionários informais.


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