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Dezenove capitais tiveram resultados piores do que os 12,3% da média nacional em 2018, segundo balanço do IBGE; SP, Rio, e BH estão na lista

Desemprego subiu ao maior patamar dos últimos sete anos em 13 capitais brasileiras
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Desemprego subiu ao maior patamar dos últimos sete anos em 13 capitais brasileiras

O desemprego no Brasil encerrou o ano passado com a taxa de 12,3%, de acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE), que apontam para aumento recorde do trabalho informal pelo País . Apesar da queda nacional da falta de emprego em 2018, novo levantamento do instituto, divulgado nesta sexta-feira (22), revela que 13 capitais brasileiras apresentaram o maior patamar de falta de postos de trabalho em um período de sete anos.

As capitais que apresentaram desemprego recorde dentro do período foram Aracaju, Belém, Boa Vista, João Pessoa, Macapá, Maceió, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Teresina e Vitória. Além dessas, outras seis apresentaram índice superior à média nacional, que foram Alagoas, Amapá, Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul e Sergipe.

No último trimestre de 2018, a taxa média de desemprego foi de 11,6%, atingindo 12,2 milhões de brasileiros. O número demonstra estabilidade em relação ao trimestre móvel encerrado em novembro, além de uma queda de 0,3 ponto percentual ante o 3º trimestre, quando a taxa foi de 11,9%. Na média do ano de 2018, o indicador foi a 12,3%, enquanto em 2017 havia sido de 12,7%.

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“Percebe-se que o problema é mais forte nos grandes centros urbanos, acompanhando as maiores concentrações da população. É um desemprego metropolitano, bem maior do que no interior do país”, comentou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A região Sudeste foi a que apresentou, proporcionalmente, o maior número de capitais com recorde de desemprego em 2018, com destaque para Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo. Metade das capitais do Norte e dois terços das nordestinas vivem essa mesma situação. Apenas no Centro-Oeste nenhuma capital apresentou alta na taxa de desocupação, segundo o IBGE. Ao todo, oito regiões metropolitanas apresentaram aumento de desemprego.

“Observamos que nenhuma capital ou região metropolitana teve redução na desocupação entre 2014 e 2018. Ao contrário, há aumentos bastante expressivos no período”, relata o coordenador, apontando para um problema que acomete o brasileiro há anos.

Entre as unidades federativas, 18 apresentaram queda do desemprego no ano passado. A menor taxa foi vista em Santa Catarina, onde o desemprego é de 6,4%. No entanto, a queda dos estados não ser traduzida em reduções nas regiões metropolitanas e capitais revela as modalidades de emprego criadas, que rumam para consequentes recordes da informalidade .

"Isso revela a qualidade do emprego sendo gerado nos últimos anos. Com a redução da carteira de trabalho e o aumento da informalidade, a contribuição para a Previdência cai, o que cria problemas mais à frente", avalia Cimar. Ele revela que, desde 2014, é acentuado o crescimento de postos de trabalho sem carteira assinada.

No ano passado, 13 das 27 federações (26 estados mais o Distrito Federal) apresentaram a menor quantidade de vagas com CLT em sete anos, um contraponto relevante à queda geral do desemprego no País. São elas: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe.

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A taxa de desemprego por região e estado, em 2018, foi de:

  • Centro-Oeste: Distrito Federal – 12,7%; Goiás – 9,2%; Mato Grosso do Sul – 7,6%; Mato Grosso – 7,9%;
  • Nordeste: Alagoas – 17,0%; Bahia – 17,0%; Ceará – 11,3%; Maranhão – 14,4%; Paraíba –11,1%; Pernambuco – 16,7%; Piauí – 12,8%; Rio Grande do Norte – 13,6%; Sergipe – 16,6%;
  • Norte: Acre –13,5%; Amapá – 20,2%; Amazonas – 13,9%; Pará – 11,1%; Rondônia – 9,0%; Roraima – 12,3%; Tocantins – 10,6%;
  • Sudeste: Espírito Santo – 11,5%; Minas Gerais – 10,7%; Rio de Janeiro – 15,0%; São Paulo – 13,3%; e
  • Sul: Paraná – 8,8%; Rio Grande do Sul – 8,1%; Santa Catarina – 6,4%.
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