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Justiça Federal em São Paulo determinou bloqueio de contas do empresário, dono da rede de farmácias Ultrafarma, por dívidas de quase R$ 3 milhões

Dono da rede Ultrafarma, empresário Sidney Oliveira é acusado de sonegar impostos
Divulgação
Dono da rede Ultrafarma, empresário Sidney Oliveira é acusado de sonegar impostos

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio das contas do empresário Aparecido Sidney de Oliveira, conhecido como Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma. A informação foi revelada em reportagem exibida nesta quinta-feira (24) pelo telejornal Fala Brasil, da TV Record .

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De acordo com a emissora, a medida proferida pela 2ª Vara Fiscal Federal de São Paulo contra  Sidney Oliveira se deu em razão de investigações que identificaram suposta prática recorrente de sonegação de impostos.

Auditores fiscais identificaram sete empresas ligadas ao empresário que, juntas, devem quase R$ 3 milhões de impostos federais apenas no Estado de São Paulo. Um dos processos perdura já há mais de 20 anos (aberto em 1998) e se refere a uma drogaria que fechou enquanto detinha dívida de R$ 35 mil em tributos.

Essa drogaria, situada na região central da capital paulista, pertenceu a Sidney e já não existe mais. Conforme mostrou a Record, a empresa fechou sem pagar o governo, ainda antes que a Receita Federal começasse a cobrar a dívida.

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A estratégia, segundo os auditores que atuam no caso, foi repetida em ao menos outras seis drogarias, que ficaram com o nome sujo e depois fecharam. Os estabelecimentos se concentram todos na cidade de São Paulo e também no município de Franco da Rocha, na região metropolitana na capital paulista.

Além de dever para a União, as empresas do hoje dono da Ultrafarma também possuíam pendências tributárias com a Fazenda do Governo do Estado e também com a Prefeitura de São Paulo.

Ainda segundo a reportagem da TV Record , Sidney buscou cancelar a cobrança dos impostos junto ao governo estadual, sob o argumento de que ele já havia saído da empresa e que, portanto, não seria sua responsabilidade arcar com as dívidas. O pedido, no entanto, acabou sendo rejeitado porque os tributos devidos se referiam à época em que ele ainda figurava como sócio das drogarias.

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À reportagem da Record, a assessoria de imprensa da Ultrafarma informou que Sidney Oliveira está fora de São Paulo e não foi possível contatá-lo. A reportagem do iG também solicitou posicionamento da empresa e ainda aguarda resposta.  

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